O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou neste domingo (20) que não irá demitir os servidores do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Antônio Marcos Ruzzene Balbino, no Residencial Paiaguás II, após uma denúncia feita pela influenciadora Giselly Fortes. Na última sexta-feira (18), ela divulgou imagens de uma refeição com cortes de carne sendo preparada nas dependências da unidade e questionou o uso do espaço público, além de afirmar que, no mesmo período, os alunos estariam recebendo apenas pão com manteiga e chá.
Em pronunciamento publicado nos stories do Instagram, Abilio defendeu os funcionários e afirmou que a refeição ocorreu durante o horário de almoço, sem utilização da merenda escolar. Segundo o prefeito, os próprios servidores teriam feito uma cota para comprar os alimentos consumidos no local.
“Os servidores da escola não serão mandados embora e não fizeram nada errado. Hora do almoço, fizeram cota com dinheiro deles e compraram os ingredientes para almoçar na escola. Não tinha bebida simbólica, não comeram a merenda dos alunos. Não tinha crianças para servir na hora do almoço, não é uma escola integral”, declarou.
Na sequência, o prefeito reforçou que os servidores não teriam utilizado alimentos destinados aos estudantes e afirmou que a refeição preparada no local não poderia ser caracterizada como churrasco.
“Os servidores podem ficar tranquilos, parabéns por fazer cota e não usar da merenda escolar. Isso não é churrasco, e nem Churrascão, isso é apenas uma carne feita numa grelha elétrica”, disse.
A denúncia veio à tona após Giselly Fortes acessar a área dos fundos do CMEI, apontada na gravação como a lavanderia da unidade, e registrar pratos com carne grelhada, maionese, macarrão e salada. Durante a gravação, a influenciadora questionou a origem dos alimentos e levantou a possibilidade de que parte dos ingredientes pudesse pertencer ao estoque destinado à merenda escolar, além de questionar eventual uso de recursos públicos.
Ao se manifestar sobre o caso, Abilio afirmou que os servidores podem permanecer tranquilos e relacionou as críticas ao cenário político e eleitoral.
“Vida que segue e podem descansar servidores, eleição está acabando já e eles começam a sumir e daqui 1 ano é meio voltam”, completou.
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