O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que a Prefeitura já possui recursos para adquirir medicamentos utilizados no tratamento da obesidade, mas aguarda a definição de um protocolo do Sistema Único de Saúde (SUS) para colocar em prática o Programa Cuiabá Mais Leve. A declaração ocorreu após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciar medidas para ampliar o acesso às chamadas canetas emagrecedoras pela rede pública.
Questionado se a Prefeitura pretende avançar com a iniciativa após o anúncio do governo federal, Abilio afirmou que o principal entrave, atualmente, é a ausência de uma regulamentação específica do SUS que permita ao município estruturar a distribuição dos medicamentos.
“Se ele não conseguir liberar a caneta, libera pelo menos o protocolo, nós temos o recurso aqui para fazer o projeto, nós não temos o protocolo do SUS, e sem o protocolo do SUS a gente não consegue implementar”, afirmou.
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O programa municipal foi anunciado pela gestão de Abilio como uma iniciativa voltada ao acompanhamento de pessoas com sobrepeso e obesidade, com previsão de atuação integrada na rede de saúde. A proposta envolve o acompanhamento dos pacientes e a utilização de medicamentos, entre eles as chamadas canetas emagrecedoras, conforme critérios médicos e protocolos a serem definidos.
Para o prefeito, a definição de regras pelo governo federal permitiria que Cuiabá avançasse com o Cuiabá Mais Leve.
“Tanto é que essa conversa de que o governo federal vai implementar já tem tempo, o governo do Estado está tentando implementar faz tempo, a gente tem o dinheiro pra comprar as canetas, a gente tem a condição de fazer, infelizmente por ausência do protocolo do SUS, a gente não consegue implementar”, declarou.
O prefeito afirmou ainda que, caso o Ministério da Saúde estabeleça o protocolo, o município poderá estruturar a compra e a oferta dos medicamentos dentro do programa. Abilio acrescentou que, se o próprio governo federal disponibilizar as canetas pelo SUS, a implantação da iniciativa municipal poderá ser facilitada.
“Então se pelo menos ele implementar o protocolo lá, a gente consegue comprar e colocar aqui para funcionar. E se ele colocar a caneta também, melhor ainda, bom pra caramba. Agora, infelizmente, por falta do protocolo, nós não conseguimos estabelecer o programa aqui”, concluiu.
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