Apontado como uma das principais lideranças do crime organizado em Cuiabá, Gilson Rodrigues Santos é apontado por comandar o Comando Vermelho mesmo estando preso na Penitenciária Central do Estado (PCE). Ele foi alvo da Operação Roleta Russa, deflagrada nesta terça-feira (5) pela Polícia Civil.
O nome dele passou a ganhar destaque após a apreensão de um celular dentro da unidade prisional, em 2023. A partir da análise do aparelho, os investigadores identificaram conversas que indicam que Gilson mantinha contato frequente com comparsas fora da cadeia, repassando ordens e coordenando atividades ilegais.
Entre os principais aliados está o primo, Robson Monteiro da Silva, apontado como braço direito e responsável por executar as determinações do grupo fora do presídio. Ele também foi preso durante a operação.
Segundo a Polícia Civil, Gilson atuava diretamente na organização do tráfico de drogas, em esquemas de extorsão e na tentativa de ampliar o domínio da facção em bairros como Planalto e Altos da Serra.
LEIA MAIS: Operação mira líder de facção que comandava crimes de dentro da prisão em Cuiabá
Apesar de já cumprir pena por crimes como roubo agravado e homicídio qualificado, ele ainda não havia sido formalmente investigado por organização criminosa e lavagem de dinheiro. Com o avanço das apurações, esses crimes passaram a ser incluídos nas investigações.
De acordo com o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), o suspeito já tinha direito à progressão de regime e poderia deixar o regime fechado no início de maio deste ano. No entanto, um novo mandado de prisão foi cumprido para garantir que ele permaneça detido.
As investigações também apontam que a facção exercia controle sobre áreas da cidade por meio de cobrança de taxas de comerciantes, controle de eventos e imposição da venda de drogas apenas por integrantes do grupo.
LEIA MAIS: Criminosos invadem farmácia e furtam carregamento de canetas 'milagrosas' em Cuiabá
Outro ponto identificado foi o uso de ações sociais como estratégia de influência nas comunidades, com distribuição de cestas básicas e realização de eventos em datas comemorativas, como forma de fortalecer o domínio da organização.
A Polícia Civil continua as investigações para identificar outros envolvidos e aprofundar o mapeamento da atuação criminosa na Capital.
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.








