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Polícia Terça-feira, 05 de Maio de 2026, 12:31 - A | A

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Terça-feira, 05 de Maio de 2026, 12h:31 - A | A

'DONO' DO PLANALTO

Saiba quem é o líder do CV que continuava comandando crimes de dentro da PCE

investigação revelou que suspeito coordenava tráfico, extorsões e domínio de bairros usando celular dentro da prisão

SILVÉRIO ALMEIDA
Da redação

Reprodução

Líder de facção criminosa

Apontado como uma das principais lideranças do crime organizado em Cuiabá, Gilson Rodrigues Santos é apontado por comandar o Comando Vermelho mesmo estando preso na Penitenciária Central do Estado (PCE). Ele foi alvo da Operação Roleta Russa, deflagrada nesta terça-feira (5) pela Polícia Civil.

O nome dele passou a ganhar destaque após a apreensão de um celular dentro da unidade prisional, em 2023. A partir da análise do aparelho, os investigadores identificaram conversas que indicam que Gilson mantinha contato frequente com comparsas fora da cadeia, repassando ordens e coordenando atividades ilegais.

Entre os principais aliados está o primo, Robson Monteiro da Silva, apontado como braço direito e responsável por executar as determinações do grupo fora do presídio. Ele também foi preso durante a operação.

Segundo a Polícia Civil, Gilson atuava diretamente na organização do tráfico de drogas, em esquemas de extorsão e na tentativa de ampliar o domínio da facção em bairros como Planalto e Altos da Serra.

LEIA MAIS: Operação mira líder de facção que comandava crimes de dentro da prisão em Cuiabá

Apesar de já cumprir pena por crimes como roubo agravado e homicídio qualificado, ele ainda não havia sido formalmente investigado por organização criminosa e lavagem de dinheiro. Com o avanço das apurações, esses crimes passaram a ser incluídos nas investigações.

De acordo com o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), o suspeito já tinha direito à progressão de regime e poderia deixar o regime fechado no início de maio deste ano. No entanto, um novo mandado de prisão foi cumprido para garantir que ele permaneça detido.

As investigações também apontam que a facção exercia controle sobre áreas da cidade por meio de cobrança de taxas de comerciantes, controle de eventos e imposição da venda de drogas apenas por integrantes do grupo.

LEIA MAIS: Criminosos invadem farmácia e furtam carregamento de canetas 'milagrosas' em Cuiabá

Outro ponto identificado foi o uso de ações sociais como estratégia de influência nas comunidades, com distribuição de cestas básicas e realização de eventos em datas comemorativas, como forma de fortalecer o domínio da organização.

A Polícia Civil continua as investigações para identificar outros envolvidos e aprofundar o mapeamento da atuação criminosa na Capital.

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