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Polícia Quinta-feira, 02 de Julho de 2026, 19:40 - A | A

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Quinta-feira, 02 de Julho de 2026, 19h:40 - A | A

SAFADO

Polícia indicia homem que invadiu celular da ex e divulgou 'sex tape' no 'zap'

Investigação aponta que suspeito invadiu o celular da ex-companheira, publicou conteúdo íntimo sem autorização e utilizou a identidade dela para ampliar a exposição

DA REDAÇÃO

Um jovem de 26 anos foi indiciado pela Polícia Civil por divulgar um vídeo íntimo da ex-companheira sem o consentimento dela, em Cuiabá. Segundo a investigação, ele acessou o celular da vítima, de 19 anos, publicou o conteúdo nos status de um aplicativo de mensagens e ainda se passou por ela para ampliar a exposição e o constrangimento.

O inquérito foi conduzido pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM), que concluiu que a divulgação teve o objetivo de humilhar, retaliar e expor publicamente a jovem após o fim do relacionamento.

As investigações apontaram que o suspeito utilizou indevidamente o aparelho da vítima para publicar um vídeo de uma relação sexual do casal, no qual apenas ela aparecia em situação íntima. A postagem levou familiares e contatos a acreditarem que o próprio conteúdo havia sido divulgado pela jovem.

De acordo com a Polícia Civil, após a publicação, o investigado também respondeu mensagens utilizando a identidade da ex-companheira e insinuou possuir outros vídeos íntimos, comportamento que, segundo a apuração, reforçou a intenção de ampliar a humilhação e o constrangimento da vítima.

O homem foi indiciado pelo crime de divulgação de cena de sexo ou pornografia sem o consentimento da vítima, conhecido como pornografia de vingança (revenge porn), previsto no artigo 218-C, §1º, do Código Penal.

Segundo o delegado Leandro Vieira Leite, responsável pelo inquérito, a divulgação não autorizada de conteúdo íntimo representa uma grave violação da dignidade, da privacidade e da liberdade da vítima, especialmente pelo alcance das redes sociais.

A delegada Liliane Diogo, titular da DEDM de Cuiabá, destacou que a violência digital está entre as formas de violência contra a mulher que mais crescem e alertou que vítimas desse tipo de crime devem preservar provas digitais, registrar boletim de ocorrência e procurar atendimento especializado.

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