A irmã de Alexandre Borges Pinheiro, de 19 anos, que morreu após supostamente surtar durante uma relação sexual, contestou a versão da Polícia Militar de que o jovem teria sofrido uma overdose. Conforme a familiar de Alexandre, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) negou que o jovem tenha usado drogas ou que ele sofreu um infarto.
No boletim de ocorrência, consta que Alexandre discutiu e pulou o muro para o imóvel vizinho, no Condomínio Chapada das Borboletas, no bairro Ribeirão do Lipa, em Cuiabá, na tarde desta sexta-feira (21).
A informação foi repassada pela família ao HNT neste sábado (22), após a liberação do corpo.
"Ele não tinha feito uso de nenhuma droga. Nem infarto, nem overdose", afirmou à reportagem.
A família também demonstrou indignação com informações que circularam após a morte do jovem, associando o episódio ao uso de drogas. "Todas essas informações falsas estão sendo difíceis para a gente ficar lendo. No momento está sendo bem difícil, principalmente para minha mãe", relatou a jovem.
O CASO
Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada pelo Ciosp inicialmente para atender uma ocorrência de briga de casal. No local, uma das partes contou aos policiais que havia contratado, por meio de um aplicativo, o serviço de acompanhante prestado por Alexandre.
Ainda conforme o relato registrado no BO, durante a relação sexual, o jovem teria apresentado um surto, pulado o muro da residência e entrado no imóvel vizinho. Ele permaneceu no local se debatendo.
Quando os policiais chegaram, precisaram pular o muro para acessar a área onde Alexandre estava. O jovem foi encontrado nu e sem respirar. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas constatou a morte.
O boletim de ocorrência não apontava, inicialmente, a causa da morte e também não confirmava que Alexandre estivesse sob efeito de drogas.
Com a morte, o local foi preservado e os órgãos competentes acionados. Um investigador assumiu a ocorrência para os procedimentos necessários.
A causa oficial da morte não foi informada à reportagem até o momento.
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