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Polícia Quinta-feira, 16 de Julho de 2026, 21:15 - A | A

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Quinta-feira, 16 de Julho de 2026, 21h:15 - A | A

OPERAÇÃO FARISEUS

Investigados usavam contas de familiares e dinheiro em espécie para lavar recursos do CV

Segundo a investigação, grupo movimentava dinheiro em espécie, utilizava empresa de fachada e emprestava contas bancárias para ocultar recursos da facção

GABRIEL BARBOSA
Da Redação

O delegado da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), Victor Hugo Caetano de Freitas, detalhou nesta quinta-feira (16) como funcionava o esquema de lavagem de dinheiro atribuído aos investigados da Operação Fariseus. Segundo ele, o grupo utilizava contas bancárias de familiares, movimentava dinheiro em espécie e distribuía recursos em benefício de integrantes do Comando Vermelho.

Durante entrevista coletiva, o delegado afirmou que o projeto missionário desenvolvido em unidades prisionais era usado como uma forma de dar aparência de legalidade às atividades do grupo, que, conforme a investigação, extrapolava a assistência religiosa para prestar apoio à organização criminosa.

"Eles utilizavam o projeto de evangelização dentro das penitenciárias como subterfúgio para levar recados e lavar dinheiro em favor das lideranças da facção criminosa. Eles se apresentavam às pessoas, trocavam mensagens e faziam a dilapidação de valores em espécie em favor da facção fora dos presídios", afirmou.

CONTAS EMPRESTADAS

De acordo com Victor Hugo, a principal investigada era responsável por receber determinações de um líder da facção e fazer a distribuição dos recursos.

As investigações apontam que o dinheiro era movimentado por meio de contas bancárias de familiares e terceiros, estratégia utilizada para dificultar o rastreamento da origem dos valores.

"A troca de recados entre membros da facção presos e pessoas que estão na rua e a dilapidação de valores em espécie, inclusive com o empréstimo de contas bancárias, inclusive dos pais", explicou o delegado ao descrever a atuação do grupo.

EMPRESA DE FACHADA PATRIMÔNIO

Segundo a Polícia Civil, a principal investigada também é suspeita de utilizar uma empresa de fachada para ocultar a origem dos recursos.

Conforme o delegado, ela não exercia atividade profissional compatível com o patrimônio que possuía, circunstância que passou a ser analisada pelos investigadores.

"Ela não trabalha. Tem apenas empresa de fachada e faz a dilapidação de valores em espécie. Os veículos, o patrimônio e tudo o que ela possui serão analisados para verificar se foram custeados por integrantes da facção", declarou.

O delegado informou que ainda não há estimativa do montante movimentado pelo grupo, já que a Polícia Civil aguarda a análise do material apreendido durante o cumprimento dos mandados.

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