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Polícia Quinta-feira, 16 de Julho de 2026, 08:24 - A | A

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Quinta-feira, 16 de Julho de 2026, 08h:24 - A | A

OPERAÇÃO SANGRIA

Polícia Civil desmonta rede de tráfico em Cuiabá e revela esquema com Pix e contas bancárias

Ação cumpriu 24 ordens judiciais e revelou esquema financeiro com uso de contas bancárias e chaves Pix para ocultar recursos ilícitos.

DA REDAÇÃO

A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (16), a Operação Sangria para desarticular uma organização criminosa investigada por abastecer e distribuir drogas em Cuiabá. Ao todo, foram cumpridas 24 ordens judiciais, entre mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e bloqueio de contas bancárias dos investigados.

A operação foi coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), com apoio das Delegacias Especializadas de Crimes Fazendários e de Meio Ambiente (Dema). As medidas foram autorizadas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo) e incluem oito mandados de prisão preventiva, oito de busca e apreensão domiciliar e oito determinações de bloqueio de contas bancárias, com limite de até R$ 300 mil por investigado.

Segundo a Polícia Civil, a investigação foi desenvolvida ao longo de vários meses e identificou um grupo responsável pelo fornecimento de entorpecentes para diversos pontos de comercialização da capital.

As apurações tiveram como principal base a análise pericial de aparelhos celulares apreendidos em operações anteriores. O material permitiu identificar a estrutura da organização criminosa, incluindo lideranças, distribuidores, revendedores, transportadores e pessoas responsáveis pela movimentação financeira do grupo.

Ainda conforme a investigação, os integrantes negociavam diariamente a venda de drogas, o abastecimento dos pontos de comercialização, a arrecadação dos valores obtidos com o tráfico e a prestação de contas entre os membros da organização.

A Polícia Civil também constatou intensa movimentação financeira por meio de contas bancárias e chaves Pix registradas em nome de terceiros, utilizadas para ocultar a origem ilícita dos recursos e dificultar o rastreamento patrimonial. Com base nesses elementos, a Justiça autorizou o bloqueio dos ativos financeiros dos investigados.

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