A defesa do empresário Maike Koseki de Capua, alvo da Operação Autoritas, nesta terça-feira (14), em Cuiabá, afirmou que recebeu com surpresa o mandado de prisão preventiva, a qual buscará revogar, e afirmou que o investigado está à disposição das autoridades e "tem interesse no completo esclarecimento dos fatos".
O empresário começou a ser procurado após a Justiça expedir um mandado de prisão preventiva e dois madados de busca e apreensão. Maike foi procurado em sua residência, no condomínio de luxo Alphaville II, mas não foi encontrado. A PJC havia levantado a suspeita de fuga para o estado.
De acordo com a Polícia Civil, após se tornar réu, por suposta prática do crime de organização criminosa, Maike passou a monitorar a rotina do delegado responsável pelas apurações que resultaram em seu indiciamento. A defesa, porém, negou tentativa de interferência no caso e disse que o empresário "jamais adotou qualquer conduta destinada a frustrar a atuação da Justiça".
Na nota de posicionamento, assinada pelo advogado Lucas André Curvo de Carvalho Teles Figueiredo, a defesa afirmou que irá recorrer para tentar revogar a prisão preventiva por entender que é uma medida extrema.
"Nos próximos dias, a defesa apresentará, pelos meios processuais adequados, a versão dos fatos sob a perspectiva de seu constituinte, bem como adotará todas as medidas jurídicas cabíveis para buscar a revogação da prisão preventiva, por entender que os pressupostos da medida extrema serão objeto de criteriosa reavaliação pelo Poder Judiciário", destacou.
A nota porém não diz onde o empresário está ou se irá apresentar à Justiça. Apesar disso, a defesa enfatizou que Maike não pretende fugir da culpa, e se negou a comentar as acusações por "respeito ao sigilo das investigações e à regularidade da persecução penal".
A defesa deve se manifestar exclusivamente nos autos do processo. Atéo momento o empresário permanece foragido da Justiça.
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Leia a nota na íntegra
A defesa técnica do empresário Maike Koseki de Capua recebeu com surpresa a decisão que decretou sua prisão preventiva.
Desde o início das investigações, o empresário jamais adotou qualquer conduta destinada a frustrar a atuação da Justiça. Ao contrário, sempre permaneceu à disposição das autoridades competentes e tem interesse no completo esclarecimento dos fatos.
É importante destacar que as imputações constantes dos autos representam alegações iniciais, formuladas na fase preliminar da persecução penal, as quais serão submetidas ao contraditório e à ampla defesa. A defesa está convicta de que, no decorrer da instrução processual, ficará demonstrada a inexistência da prática delitiva atribuída ao investigado.
Nos próximos dias, a defesa apresentará, pelos meios processuais adequados, a versão dos fatos sob a perspectiva de seu constituinte, bem como adotará todas as medidas jurídicas cabíveis para buscar a revogação da prisão preventiva, por entender que os pressupostos da medida extrema serão objeto de criteriosa reavaliação pelo Poder Judiciário.
A defesa também esclarece que o empresário não pretende se furtar à aplicação da lei penal, tampouco evadir-se do distrito da culpa. Seu propósito é colaborar com a Justiça, prestar todos os esclarecimentos necessários e demonstrar sua inocência dentro do devido processo legal.
Por respeito ao sigilo das investigações e à regularidade da persecução penal, a defesa não fará comentários sobre o mérito das provas neste momento, reservando-se a apresentar seus argumentos exclusivamente nos autos do processo.
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