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Polícia Quinta-feira, 16 de Julho de 2026, 22:06 - A | A

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Quinta-feira, 16 de Julho de 2026, 22h:06 - A | A

EM CONFRESA

Família ligada a facção movimentava mais de R$ 4,5 mil por dia com tráfico de drogas

Investigação apontou grupo organizado com divisão de funções, venda de drogas por consignação e uso de estrutura para dificultar ações policiais

DA REDAÇÃO

Uma estrutura familiar apontada como responsável pela distribuição de drogas em Confresa (a 1.160 km de Cuiabá) foi alvo de uma operação após a investigação identificar divisão de tarefas, controle financeiro e movimentação diária superior a R$ 4,5 mil com a venda de entorpecentes.

A Operação Laços de Família foi deflagrada nesta quinta-feira (16) para desarticular uma célula ligada a uma facção criminosa que atuava no comércio de drogas na região. Ao todo, foram cumpridos oito mandados de prisão preventiva e oito ordens de busca e apreensão em Confresa e Vila Rica, além de medidas de quebra de sigilo de dados e análise de aparelhos eletrônicos.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidas porções de pasta base de cocaína, crack e maconha, além de sementes de cannabis, balanças de precisão e materiais utilizados para fracionamento e embalagem dos entorpecentes.

Também foram recolhidos 10 aparelhos celulares, cinco dispositivos de armazenamento de dados e uma motocicleta apontada como utilizada no suporte às atividades criminosas. Três pessoas foram presas em flagrante por tráfico de drogas.

Segundo a investigação, o grupo era formado por familiares e cônjuges que atuavam de maneira organizada, com funções definidas dentro da estrutura criminosa. Entre as tarefas identificadas estavam liderança, controle financeiro, distribuição dos entorpecentes e venda direta aos usuários.

A apuração apontou ainda que as drogas eram repassadas aos vendedores em sistema de consignação, com obrigação de prestação de contas. Os pagamentos eram realizados por transferências eletrônicas e a movimentação financeira diária do grupo ultrapassava R$ 4,5 mil.

Para tentar dificultar a identificação das atividades, os integrantes utilizavam códigos para se referir aos entorpecentes e apagavam frequentemente as conversas em aplicativos de mensagens, conforme os investigadores.

A investigação teve início após uma prisão em flagrante realizada em dezembro de 2025, quando duas pessoas foram encontradas com porções de crack e cocaína, além de celulares. A análise do material apreendido revelou uma rede maior de envolvidos no comércio ilegal.

Ainda segundo a apuração, um imóvel era utilizado como ponto de reuniões e para a realização dos chamados “tribunais do crime”, onde integrantes da organização definiriam punições internas. Possíveis crimes violentos relacionados a essas decisões seguem sendo investigados em procedimento separado.

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