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Polícia Terça-feira, 09 de Julho de 2024, 15:39 - A | A

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Terça-feira, 09 de Julho de 2024, 15h:39 - A | A

MORTO EM DEZEMBRO

Investigações confirmam que proximidade de Zampieri com magistrado foi "combustível" para execução

O mandante, Aníbal Monteiro Laurindo, temia perder sua propriedade rural avaliada em R$ 100 milhões, pois o irmão dele já havia perdido a disputa para o cliente de Zampieri

SABRINA VENTRESQUI
Da Redação

A proximidade do advogado Roberto Zampieri com um desembargador de Mato Grosso foi um dos motivos para a execução do jurista, segundo apontaram as investigações conduzidas pelo delegado Nilson Farias da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Isso porque, o produtor Aníbal Monteiro Laurindo, identificado como mandante do crime, temia perder uma propriedade rural, avaliada em R$ 100 milhões, que possui no município de Paranatinga (373 km de Cuiabá) e que estava sendo reivindicada pelo cliente de Zampieri. A ação era julgada pelo magistrado, que chegou a ser considerado suspeito e foi afastado do caso.

LEIA MAIS: DHPP indicia produtor rural como mandante da morte de Roberto Zampieri: "101% de certeza"

“Os mandantes acreditavam que existia uma proximidade do advogado com um desembargador, mas esta é a motivação. Em relação a uma investigação sobre isso, aí cabe ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Eles acreditavam em uma influência do Zampieri e pensaram que poderiam perder a ação de uma forma espúria. A desconfiança é sobre uma suposta amizade e houve até um pedido de suspeição”, disse Nilson Farias em coletiva de imprensa nesta terça-feira (9).

Roberto Zampieri foi morto à tiros na frente do seu escritório no Bosque da Saúde, em Cuiabá, em 5 de dezembro de 2023. Aníbal contatou o amigo de longa data, o pcoronel do Exército Etevaldo Caçadini, que contratou o pistoleiro Antônio Gomes da Silva, de 56 anos, para matar o jurista. O militar é considerado intermediador do crime e foi indiciado no primeiro inquérito sobre o caso. Hoje Caçadini é réu pelo assassinato.

Segundo o delegado, o temor de perder a propriedade rural cresceu depois que o irmão de Aníbal, perdeu sua fazenda para o cliente de Zampieri.

“São fazendas contíguas em que um irmão perdeu a primeira ação que buscava reivindicar essa terra e na hora de executar a sentença, passou a executar a fazenda do Aníbal como se fosse parte da propriedade”, explicou Farias.

Nesta terça-feira (9), a autoridade policial finalizou o inquérito e indiciou Aníbal por homicídio qualificado, sendo as qualificadores: paga e promessa de recompensa e traição de emboscada. No entanto, o produtor rural não foi preso e é monitorado por tornozeleira eletrônica.

Agora, cabe ao Ministério Público ofertar denúncia contra o produtor rural.

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