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Polícia Sábado, 07 de Novembro de 2026, 15:52 - A | A

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Sábado, 07 de Novembro de 2026, 15h:52 - A | A

SOLTO COM FIANÇA

Empresário da Gallo Man é preso após fugir da Lei Seca e tem pneus baleados durante perseguição

João Paulo Pierri Leoncio participou da expansão da rede de barbearias e foi preso após perseguição policial em Cuiabá; motorista teve habilitação suspensa por seis meses

BIANCA MORTELARO
Da Redação

Reprodução

Empresário foge da Lei Seca e policiais atiram em pneus.png

O empresário João Paulo Pierri Leoncio, irmão de Carlos Alberto Pierri Leoncio, responsável pela rede de barbearias Gallo Man, teve a habilitação suspensa por seis meses após fugir de uma blitz da Operação Lei Seca, em Cuiabá, na madrugada de sexta-feira (6). O motorista, que acumula 103 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nos últimos 12 meses, foi preso depois que policiais militares atiraram contra os pneus de sua caminhonete RAM 3500 para interromper a fuga. Na audiência de custódia, a Justiça concedeu liberdade provisória e reduziu a fiança de R$ 25 mil para três salários mínimos.

A ocorrência começou por volta de 1h51, durante uma fiscalização na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, conhecida como Avenida do CPA, no bairro Bosque da Saúde. Segundo a Polícia Militar, João Paulo recebeu ordem para estacionar a caminhonete, mas acelerou bruscamente, provocando a derrapagem dos pneus, e fugiu em alta velocidade.

Quatro motocicletas da PM iniciaram a perseguição e, durante o trajeto, o empresário atravessou o canteiro central da avenida, desrespeitou semáforos e ignorou sinalizações de parada obrigatória. A fuga só terminou depois que dois policiais efetuaram disparos contra os pneus da caminhonete, obrigando o motorista a parar.

Após a abordagem, João Paulo se recusou a realizar o teste do bafômetro, mas os policiais identificaram sinais de alteração da capacidade psicomotora, como hálito alcoólico, olhos vermelhos e sonolência. Ele foi encaminhado à Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), onde teve a prisão em flagrante formalizada.

Durante a análise do histórico do motorista, a Polícia Civil identificou que ele acumulava 103 pontos na CNH em apenas um ano, além de registros policiais anteriores relacionados a suspeitas de porte ilegal de arma, desobediência e direção perigosa. A consulta aos sistemas também apontou quatro veículos registrados em seu nome, incluindo a caminhonete utilizada na fuga e uma motocicleta BMW S 1000 RR.

João Paulo também possui ligação profissional com a Gallo Man. O próprio site da rede o identifica como integrante da família que participou da construção e expansão do negócio, fundado por seu pai, Paulo Francisco Leôncio Filho. Durante depoimento à Polícia Civil, o motorista declarou trabalhar como autônomo na barbearia, com renda mensal de R$ 1.621.

Diante das circunstâncias, o delegado Christian Alessandro Cabral arbitrou fiança de R$ 25 mil, considerando a gravidade da conduta, os registros anteriores e a situação patrimonial do motorista. Como o valor não foi recolhido, João Paulo permaneceu detido até ser apresentado à Justiça.

Durante a audiência de custódia, realizada na sexta-feira, a Defensoria Pública alegou dificuldades financeiras para justificar a redução da fiança. O Ministério Público também se manifestou favoravelmente à liberdade provisória mediante pagamento de um valor menor.

O juiz Leonardo de Araújo Costa Tumiati, do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias do Polo de Cuiabá, homologou a prisão em flagrante, mas entendeu que não estavam presentes os requisitos necessários para decretar a prisão preventiva.

Com isso, reduziu a fiança para três salários mínimos, autorizando o pagamento em três parcelas, com início em até cinco dias úteis. A decisão também determinou a expedição imediata do alvará de soltura, independentemente do pagamento antecipado.

Apesar da liberdade provisória, o magistrado determinou a suspensão da habilitação de João Paulo por seis meses, considerando os riscos provocados durante a fuga. O empresário também deverá comprovar sua alegada condição financeira à Justiça, enquanto o descumprimento do prazo para recolhimento da fiança poderá resultar na decretação da prisão preventiva.

O caso continuará sob investigação da Polícia Civil.

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