O delegado Bruno Abreu, responsável pela investigação da morte do agente de pátio escolar Valdevino Almeida Fidélis, de 65 anos, afirmou ao HNT que testemunhas relataram que o servidor não atirou contra policiais militares durante a ocorrência registrada no bairro Goiabeiras, em Cuiabá.
A declaração contraria a versão inicial apresentada pela Polícia Militar, que apontava que Valdevino teria efetuado disparos contra a equipe do Raio antes de ser baleado.
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“Não”, respondeu o delegado ao ser questionado pela reportagem se o servidor teria atirado contra os policiais.
Segundo Bruno Abreu, duas testemunhas relataram que a arma de Valdevino permanecia na cintura no momento da intervenção policial.
“Segundo duas testemunhas, sua arma estava em sua cintura”, afirmou.
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O delegado também confirmou detalhes das lesões identificadas no corpo do servidor. Conforme a investigação, Valdevino foi atingido por seis disparos, sendo três no peito, um na coxa, um nas costas e outro de raspão na parte de trás da cabeça.
“Três no peito, um na coxa, um nas costas e outro de raspão atrás da cabeça”, detalhou.
A DHPP ainda aguarda os depoimentos formais dos policiais militares envolvidos na ocorrência. Segundo Bruno Abreu, todos já foram intimados.
A investigação busca esclarecer a dinâmica da ação registrada na noite de segunda-feira (11), quando equipes da PM foram acionadas após denúncias de que Valdevino mantinha a enteada dentro da residência.
O caso ganhou repercussão após familiares contestarem a versão inicial da ocorrência e apontarem possível excesso por parte dos militares. Laudos preliminares também identificaram perfurações nas costas do servidor.
Questionado se a situação poderia configurar uma execução, o delegado afirmou que ainda é cedo para conclusões definitivas.
“Legítima defesa não é um cálculo aritmético, precisa de muita análise”, declarou.
A investigação segue em andamento na DHPP.
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