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Polícia Quarta-feira, 23 de Setembro de 2026, 17:03 - A | A

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Quarta-feira, 23 de Setembro de 2026, 17h:03 - A | A

NA BOLÍVIA

Angeliquinha foi encontrada na rua e tentou esconder identidade com documento falso

Foragida apresentou documento brasileiro com outro nome, mas foi reconhecida após identificação facial

GABRIEL BARBOSA
Da Redação

REPRODUÇÃO

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Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, foi localizada pela polícia na rua, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, e tentou esconder a verdadeira identidade durante a abordagem que terminou com sua prisão. Segundo a Polícia Civil de Mato Grosso, ela apresentou um documento brasileiro falso com uma identidade diferente da própria.

O detalhe foi revelado pelo delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), durante entrevista coletiva nesta quarta-feira (23), um dia após a captura da foragida.

De acordo com o delegado, Angeliquinha não estava dentro da residência onde vivia quando foi localizada. A prisão ocorreu após o trabalho de investigação desenvolvido pela Polícia Civil em conjunto com autoridades bolivianas.

“Ela apresentou um documento diverso, mas aí, como já tinha feito a identificação facial, a identificação real dela, inclusive com as informações que foram repassadas para a polícia boliviana, não teve como ela ter sucesso”, afirmou Victor Hugo.

ABORDAGEM NA RUA

Segundo o delegado, os investigadores mantinham contato com as autoridades bolivianas e conseguiram chegar até a localização da foragida.

“Ela estava na rua, não estava na casa dela”, explicou.

Após a identificação, foi realizada a abordagem que resultou na prisão de Angeliquinha. A Polícia Civil já havia identificado que ela estava em Santa Cruz de la Sierra desde a fuga da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, em 17 de agosto de 2025.

De acordo com Victor Hugo, a rota identificada após a fuga era compatível com a saída de Mato Grosso em direção à Bolívia.

MUDANÇA NA APARÊNCIA

Além do documento falso, a Polícia Civil afirma que Angeliquinha realizou diversos procedimentos estéticos durante o período em que permaneceu foragida. Segundo o delegado, foram mais de cinco procedimentos, alguns deles no rosto. A suspeita é de que as alterações tivessem como objetivo dificultar o reconhecimento.

“Ela começou a mudar o rosto com essa intenção aí de ludibriar eventuais ações em favor dela”, afirmou Victor Hugo.

Nas imagens divulgadas pela polícia após a prisão, Angeliquinha aparece com curativos no rosto, que, segundo a investigação, seriam compatíveis com procedimentos estéticos recentes.

O delegado também explicou que Santa Cruz de la Sierra é conhecida pela oferta de procedimentos estéticos e que esse tipo de recurso pode ser utilizado por pessoas foragidas para alterar características físicas.

LEIA MAIS: Angeliquinha mantinha vida de luxo na Bolívia e é investigada por tráfico na fronteira

IDENTIFICAÇÃO CONFIRMADA

Mesmo com a apresentação de outro documento e as mudanças na aparência, a identificação facial e as informações compartilhadas previamente com as autoridades bolivianas permitiram confirmar que a mulher abordada era Angeliquinha.

A prisão ocorreu após mais de um ano de fuga. Desde agosto de 2025, ela era procurada pelas forças de segurança de Mato Grosso. Agora, ela deverá passar pelos procedimentos legais na Bolívia antes de ser encaminhada de volta ao Brasil.

Segundo Victor Hugo, após as medidas determinadas pelas autoridades bolivianas, Angeliquinha deverá retornar ao sistema prisional de Mato Grosso.

Ela possui condenações que, segundo a Polícia Civil, somam aproximadamente 260 anos por crimes diversos e seis mandados de prisão em aberto. Entre as condenações está uma pena de 99 anos e 11 meses pelo Tribunal do Júri de Nova Monte Verde pela morte de quatro homens, além de ocultação de cadáver e participação em organização criminosa.

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