A filha de “Angeliquinha”, a influenciadora Kauany Beatriz, publicou em seu Instagram uma mensagem pedindo proteção divina para a mãe após a prisão dela na Bolívia.
Angeliquinha foi presa nesta terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, após permanecer foragida desde agosto de 2025, quando escapou da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. A captura ocorreu durante uma ação integrada envolvendo equipes do GCCO, Draco e Polinter, da Polícia Civil de Mato Grosso, com apoio das autoridades bolivianas.
Na publicação, Kauany afirmou reconhecer os crimes atribuídos à mãe, mas destacou o vínculo familiar ao pedir que nada acontecesse com ela.
“Deus cuide de você minha rainha, que nem um mal te aconteça em nome de Jesus, amém. Não façam nem um mal contra a vida dela. Não é certo, mas é minha mãe”, escreveu a influenciadora.
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MÃE FORAGIDA
Angeliquinha era procurada pelas forças de segurança desde a fuga do sistema prisional, ocorrida em 17 de agosto de 2025. Ela é apontada pelas investigações como uma das lideranças de uma facção criminosa com atuação no extremo norte de Mato Grosso, principalmente em Alta Floresta e região.
A investigada possuía seis mandados de prisão em aberto e acumula mais de 260 anos em condenações relacionadas a diferentes crimes, entre eles homicídios, tráfico de drogas e organização criminosa.
Como a prisão ocorreu em território boliviano, o retorno ao Brasil deverá seguir os procedimentos legais de cooperação internacional.
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FAMÍLIA NA MIRA DA POLÍCIA
Kauany também esteve entre os alvos da Operação Showdown, deflagrada pela Polícia Civil em março deste ano para investigar integrantes do núcleo familiar de Angeliquinha. Segundo as investigações, familiares da suspeita teriam dado suporte às atividades criminosas e auxiliado na movimentação e lavagem de dinheiro obtido pelo grupo.
Ao todo, foram cumpridas 31 ordens judiciais, entre quatro mandados de prisão, sete de busca e apreensão, seis sequestros de veículos, quatro sequestros de imóveis, sete bloqueios de contas bancárias e três suspensões de pessoas jurídicas.
As medidas foram autorizadas pela 5ª Vara Criminal de Sinop (580 km de Cuiabá), com base nas investigações conduzidas pela GCCO/Draco e pela Delegacia de Alta Floresta. Entre os alvos estavam o pai, a filha e o genro de Angeliquinha.
A investigação apontou que o núcleo familiar teria movimentado mais de R$ 20 milhões em aproximadamente um ano e sete meses.
Conforme a Polícia Civil, os valores identificados seriam incompatíveis com a renda declarada pelos investigados. Empresas e outros negócios também teriam sido utilizados, segundo a apuração, para dar aparência de legalidade aos recursos provenientes das atividades criminosas.
O grupo também foi investigado por suspeita de envolvimento com a exploração de garimpo irregular em Alta Floresta (790 km de Cuiabá) e Nova Bandeirantes (997 km de Cuiabá).
Ainda segundo a investigação, a atividade estaria relacionada a outras práticas criminosas, como extorsões e tráfico de drogas.
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