Os alvos da Operação Gorjeta, deflagrada, nesta terça-feira (27) pela Polícia Civil, estão vinculados à Corrida do Legislativo, projeto encampado pelo vereador Chico 2000 em sua atuação como vereador da Capital. Trata-se de uma prova de corrida de rua, com o objetivo de arrecadar alimentos. A temática vinha sendo defendida pelo parlamentar, que abraçou a bandeira do esporte e da promoção à saúde.
Um desses alvos é Joaci Conceição Silva, que aparece no quadro societário do Instituto Brasil Central (Ibrace), que colabora com a realização do evento. Ele também é assessor parlamentar do vereador Mário Nadaf (PV) que não possui envolvimento com a investigação.
Outro alvo foi Magali Gauna Felismino Chirolli, que aparece como a responsável pela empresa Chirolli Uniformes, que é uma das parceiras na realização da corrida. Outro alvo é João Nery Chirolli.
Rubens Vuolo Júnior, que é chefe de gabinete de Chico 2000 desde janeiro de 2025, e Alex Jony Silva, que atuou como assessor parlamentar na Câmara entre fevereiro e agosto de 2020, também estão na lista de investigados.
De acordo com a polícia, essas pessoas teriam se associado com a finalidade de direcionar emendas parlamentares para o instituto e a empresa, e o recurso era parcialmente “devolvido” para Chico 2000, que era o responsável pela destinação da emenda. Conhecida como “rachadinha”, a ação constitui o crime de peculato.
Além disso, a polícia também apontou a prática de associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Como parte da decisão judicial, o Poder Executivo e o Poder Legislativo de Cuiabá também estão proibidos de contratar ou nomear quaisquer dos alvos investigados na operação.
Foi determinado ainda o bloqueio inicial de R$ 676.042,32 das contas bancárias de nove pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de sete veículos, uma motocicleta, uma embarcação, um reboque e quatro imóveis.
Dentre as ordens judiciais há também a determinação da suspensão das atividades do instituto investigado e de realização de auditorias pela Controladoria-Geral de Cuiabá em todos os Termos de Parceria firmados pelo órgão investigado com o Município.
O Município também fica proibido de realizar qualquer espécie de contratação ou pagamento de valores com relação às duas empresas investigadas.
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