A advogada, Dayane Karol Moreira, de 28 anos, presa nesta quinta-feira (30), por suspeita de integrar o núcleo financeiro do Comando Vermelho (CV), foi encontrada com R$15 mil em espécie, joias de ouro, balança de precisão e pacotes com comprimidos. Ela foi localizada no Condomínio Beira Rio, no bairro Porto, em Cuiabá durante deflagração da Operação Replay pela Policia Civil.
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De acordo com as investigações, a prisão de Dayane ocorreu após a polícia ir até sua residência no Residencial Paiaguás, onde encontrou apenas seu companheiro e Jhonatan Alves Ventura, vulgo "Japão", que se tornou réu na operação Ativo Oculto, em 2023, também por envolvimento com a facção criminosa.
A advogada foi localizada em um apartamento que pertence à sua irmã, também advogada. No momento da abordagem, ela estava acompanhada de seu filho, de 8 anos, que ficou sob os cuidados da avó materna.
Ao todo, as buscas nos endereços ligados à advogada resultaram na apreensão de R$ 15.250,00 em espécie, correntes e pulseiras de ouro, seis aparelhos celulares, notebooks, cadernos com anotações, uma balança de precisão e pacotes com comprimidos não identificados. Além disso, dois veículos um Toyota Corolla Cross e um Hyundai Creta, foram apreendidos.
Dayane é apontada como uma das operadoras do núcleo financeiro do Comando Vermelho, grupo liderado por Paulo Witter Farias Paelo, o "WT". Segundo a investigação, ela seria responsável por lavar o dinheiro do tráfico de drogas e dar aparência de legalidade a bens da facção, inclusive intermediando a compra de imóveis em nome de "laranjas".
A investigação revelou que, mesmo preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), "WT" continuava exercendo comando financeiro e disciplinar sobre a organização.
Levantamento realizado pelo HNT junto ao Diário da Justiça mostra que a advogada já figurou como impetrante em diferentes habeas corpus envolvendo investigados por tráfico de drogas em Mato Grosso.
Operação Replay
A Operação Replay é um desdobramento de investigações anteriores, como as operações Apito Final e Fair Play, e mira um patrimônio que ultrapassa R$ 32 milhões em bens e valores bloqueados. A apuração indica que, mesmo após as fases anteriores, o núcleo financeiro da organização criminosa permaneceu em funcionamento, utilizando empresas, contas bancárias de terceiros e aquisição de bens para ocultar recursos supostamente obtidos com atividades ilícitas.
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