A advogada Dayane Karol Moreira está entre os presos da Operação Replay, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso nesta quinta-feira (30), por suspeita de integrar o núcleo financeiro do Comando Vermelho (CV). Segundo as investigações, ela teria atuado na ocultação de patrimônio da organização criminosa, inclusive intermediando a compra de um imóvel registrado em nome de um suposto "laranja".
De acordo com a Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), Dayane é apontada como uma das pessoas responsáveis por dar aparência de legalidade a bens e movimentações financeiras atribuídas ao grupo criminoso. A operação também teve como alvo outros investigados que auxiliavam na administração dos recursos da facção.
Levantamento realizado pelo HNT junto ao Diário da Justiça mostra que a advogada já figurou como impetrante em diferentes habeas corpus envolvendo investigados por tráfico de drogas em Mato Grosso.
Um dos casos teve como paciente A. B. F., em habeas corpus apresentado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O pedido buscava reverter decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), mas o ministro Ribeiro Dantas negou a liminar e determinou a solicitação de informações ao TJMT e ao juízo de origem antes da análise do mérito.
Em outro processo, Dayane atuou na defesa de K. M. S. de O., presa por suspeita de tráfico de drogas e associação para o tráfico. A Primeira Câmara Criminal do TJMT concedeu parcialmente a ordem para substituir a prisão preventiva por prisão domiciliar, considerando que a investigada é mãe de seis crianças menores de idade e preenchia os requisitos previstos na legislação.
Já em um terceiro habeas corpus, impetrado em favor de J. C. A. de M., investigado por tráfico e associação para o tráfico, a Terceira Câmara Criminal do TJMT rejeitou o pedido da defesa. Os desembargadores entenderam que permaneciam presentes os requisitos para manutenção da prisão preventiva e afastaram as alegações de nulidade apresentadas no processo.
INVESTIGAÇÃO
Segundo a Polícia Civil, a Operação Replay é resultado do aprofundamento de investigações iniciadas nas operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. A apuração indica que, mesmo após as fases anteriores, o núcleo financeiro da organização criminosa permaneceu em funcionamento, utilizando empresas, contas bancárias de terceiros e aquisição de bens para ocultar recursos supostamente obtidos com atividades ilícitas.
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As ordens judiciais incluem prisões preventivas, buscas e apreensões, bloqueio de ativos financeiros, sequestro de imóveis e veículos e quebra de sigilo de dispositivos eletrônicos. Conforme a investigação, o patrimônio alcançado pelas medidas supera R$ 32 milhões entre bens e valores bloqueados.
Entre os investigados também está Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como "WT", apontado como uma das lideranças da facção. Apesar de já estar preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), a Polícia Civil sustenta que ele continuava exercendo influência sobre a movimentação financeira da organização criminosa.
*Com informações dos portais Metrópoles e Folhamax.
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