Mundo Quinta-feira, 12 de Maio de 2011, 12:58 - A | A

Quinta-feira, 12 de Maio de 2011, 12h:58 - A | A

Terremoto danifica 80% das casas de Lorca; na Espanha

Os dois tremores levaram pânico à população que preferiu ir para as ruas com medo de novas réplicas

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O tremor de magnitude 5,1 que atingiu Lorca, no sudeste da Espanha, danificou cerca de 80% das casas da localidade, de acordo com o governador da região, Ramón Luis Valcárcel (PP), que está no município. O chefe de governo, José Luis Rodríguez Zapatero, afirmou nesta manhã que seu governo "não irá popuar nenhum meio econômico" na tarefa de reconstruir a cidade, que sofreu "danos consideráveis" e um "impacto muito sério".

Valcárcel pediu ao ministro de Interior, o vice-presidente Alfredo Pérez Rubalcaba, um plano de emergência que leve em conta tanto as vítimas quanto os danos que o tremor causará à economia local. Ele foi a Lorca ao lado da ministra da Defesa, Carme Chacón, para acompanhar as operações de resgate e ajuda.

O terremoto atingiu Lorca duas horas após outro tremor de 4,4 graus, deixando, além dos mortos e feridos, importantes danos em casas e prédios históricos, que obrigaram milhares de pessoas a passar a noite nas ruas. Tanto o tremor de 5,1 graus, que teve epicentro a sete quilômetros de Lorca e foi sentido em quase todo o território regional e em províncias limítrofes, como o anterior tiveram profundidade de dez quilômetros.

Francisco Bonilla/Reuters
Homem caminha entre destroços de rua de Lorca

Os dois terremotos levaram pânico à população que preferiu ir para as ruas diante do temor de novas réplicas.

Fontes da Prefeitura indicaram que "praticamente todos" 'os aproximadamente 20 mil imóveis do centro urbano da cidade de 92 mil habitantes sofreram algum tipo de dano.

A Unidade Militar de Emergências instalou três grandes acampamentos para atender os desabrigados. O tremor é o mais grave dos últimos 50 anos na Espanha e o primeiro com mortos desde que em 1969, quando quatro pessoas morreram de ataques cardíacos.

Na região de Lorca, devem ocorrer pequenas réplicas nos próximos dois meses, disse o diretor da Unidade de Registros Sísmicos da Universidade de Alicante, José Juan Giner. O primeiro vice-presidente do governo espanhol e ministro do Interior, Alfredo Pérez Rubalcaba; a titular da Defesa, Carme Chacón, e Mariano Rajoy, líder do conservador Partido Popular (PP), o principal da oposição na Espanha, viajaram nesta quinta-feira à cidade.

Os principais partidos políticos suspenderam os atos eleitorais na Espanha, imersa na campanha eleitoral para o pleito regional e municipal de 22 de maio.

Francisco Bonilla/Reuters
Terremoto que atingiu a cidade danificou cerca de 80% dos edifícios, estima governador da região

FILA PARA COMIDA

O número de mortos --que havia sido revisado para oito após a informação de que seriam dez-- subiu para nove depois que um dos feridos morreu no hospital, informou a secretária regional de Saúde, María Angeles Palacios.

Todos os que morreram em Lorca --cidade onde vivem 18 mil estrangeiros e que fica em uma zona agrícola-- são espanhóis.

Centenas de pessoas fizeram fila para receber alimentos e muitas dormiram nas ruas na pequena cidade espanhola de Lorca, atingida por um terremoto de magnitude 5,1 nesta quarta-feira. Ao menos nove pessoas morreram após o tremor e outras 130 ficaram feridas, de acordo com autoridades e fontes médicas.

Milhares de moradores permaneceram nas ruas, sem poder voltar para suas casas após o tremor, que destrui inúmeros carros e imóveis e reduziu algumas ruas a escombros. Grande parte dos 90 mil habitantes da cidade aguardavam para saber se era seguro voltar para casa.

Juan Medina/Reuters
Família toma café após passar a noite na rua

De acordo com o chefe de governo espanhol José Luis Rodriguez Zapatero, 800 soldados trabalham nos esforços de reconstrução em Lorca e 370 barracas foram enviadas.

"Nós ativamos medidas de auxílio o mais rápido possível", disse ele na TV, prometendo reconstruir estradas e prédios rapidamente e visitar a cidade amanhã;

Pontos de distribuição de alimentos foram organizados em parques, e as cerca de 15 mil pessoas que ficaram desalojadas receberam tendas para passar a noite.

"Passamos a noite aqui na praça. As equipes de emergência nos deram comida e cobertores. Não podemos voltar para nosso apartamento até que um engenheiro cheque as condições do prédio", disse Edgar Rosales, 38, um imigrante vindo do Equador. "O que importa é que estamos bem. Estamos todos juntos", disse ele, ao lado da mulher e das duas filhas.

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