Merz afirmou que os aliados "precisam conversar com mais urgência do que nunca" e avaliou que a liderança dos Estados Unidos é hoje "disputada e talvez desperdiçada". Ele alertou ainda que, no futuro, a China pode ser equivalente aos EUA em relação à capacidade militar e que commodities, tecnologia e cadeias de suprimento passaram a integrar um "perigoso jogo de soma zero" entre grandes potências.
Para o chanceler, o primeiro dever da Europa e da Alemanha é "reconhecer a nova realidade". Ele afirmou ser possível "proteger nossos interesses e valores se confiarmos em nossas próprias forças" e reconheceu que "entendemos que nossa liberdade está ameaçada. Precisamos estar prontos para mudança e sacrifício".
Merz ressaltou não aceitar "apelos" para que a Europa descarte os EUA como parceiros e defendeu que a prioridade é "fortalecer a Europa" na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), com investimentos "maciços em dissuasão crível" e reforço dos serviços de inteligência. "Não estamos abandonando a Otan. Estamos construindo um pilar europeu forte e autossustentável", disse, acrescentando que "fazer parte da Otan não é vantagem competitiva apenas para a Europa, mas também para os EUA".
O chanceler afirmou que iniciou conversas confidenciais com o presidente francês, Emmanuel Macron, sobre dissuasão nuclear europeia, dentro dos compromissos legais da Alemanha na aliança. Ele reconheceu que "abriu-se uma lacuna entre a Europa e os EUA" e defendeu: "vamos reconstruir juntos a confiança transatlântica. A Europa já está fazendo sua parte". "Queremos construir uma nova parceria transatlântica. Somos mais fortes juntos. Nem mesmo os EUA são poderosos o suficiente para agir sozinhos", concluiu.
Na área comercial, Merz declarou que o acordo Mercosul-UE "entrará em vigor provisoriamente. Esta é a decisão correta" e afirmou: "não acreditamos em tarifas ou em protecionismo, mas sim no livre mercado".
(Com Agência Estado)
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