"Mesmo assim, os desdobramentos evidenciam fragilidades institucionais e de governança persistentes, associadas a um histórico prolongado de controle muito fraco da corrupção e eficácia limitada do governo", diz a Moodys.
A avaliação aponta ainda que, embora os riscos sistêmicos possam ser contidos caso a crise seja resolvida de forma rápida e ordenada, o episódio ressalta deficiências estruturais do sistema financeiro local. "O Ueno, que concentrava parcela relevante dos empréstimos e depósitos bancários do país, expôs falhas críticas de governança e de supervisão financeira", afirma o relatório.
A quebra do banco também reacendeu dúvidas sobre a independência do Banco Central do Paraguai (BCP) e a segurança dos ativos dos depositantes. A saída de Carlos Carvallo da Presidência da autarquia ampliou suspeitas de corrupção e má gestão. Ele comandou a Financiera Ueno anteriormente. A Moodys defende investigações rigorosas para esclarecer as alegações e recompor a confiança no sistema.
Por fim, a agência alerta que a persistência da incerteza política e social pode prejudicar o desempenho econômico, elevar o risco político e minar a confiança de investidores. "Acompanharemos as implicações mais amplas e de longo prazo dos acontecimentos recentes para avaliar se esse quadro pode estar mudando. Incorporaremos ao perfil de crédito soberano quaisquer implicações relevantes, caso venham a ocorrer", conclui.
(Com Agência Estado)
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