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Brasil Sexta-feira, 06 de Novembro de 2026, 19:00 - A | A

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Fachin homologa delação de fundador da Reag, envolvido no caso do Banco Master

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, homologou nesta sexta-feira, 6, a proposta de delação premiada do fundador da Reag, João Carlos Mansur. A gestora de que era dono custodiou ativos do Banco Master, de Daniel Vorcaro.

O acordo de delação foi assinado em setembro com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Nos depoimentos e informações já entregues aos investigadores, Mansur deu novos detalhes sobre os crimes financeiros de Daniel Vorcaro e delatou personagens envolvidos no esquema.

Mansur foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) em janeiro e indiciado em setembro pelos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Nas negociações, ele ofereceu cooperação para auxiliar na recuperação R$ 20 bilhões de Vorcaro. Investigadores suspeitam de valores mantidos pelo banqueiro no exterior fora do alcance das autoridades. A delação é um instrumento em que o investigado auxilia as investigações a produzir provas em troca do abrandamento da pena.

A empresa de Mansur, a Reag, administrava fundos nos quais estavam ativos de Daniel Vorcaro e outros integrantes do Master. A alocação dos ativos nessas redes serviam para ocultar o beneficiário final dos bens e para desviar recursos para contas particulares do banqueiro e de seus familiares.

A gestora já havia entrado na mira das autoridades quando da deflagração da operação Compliance Zero, que investiga a relação da empresa com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O foco inicial da força-tarefa era a lavagem de dinheiro de negócios ilegais no setor de combustíveis.

Um dos ativos que passou por fundos da reag foram as cotas do Resort Tayaya, que pertencia a familiares do ministro do Supremo tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. O fundo Arleen, que investiu no empreendimento, tinha como cotista o cunhado e operador financeiro de Vorcaro, Fabiano Zettel.

A informação foi revelada pelo Estadão. Depois da crise deflagrada pela exposição de sua relação econômica com o Master, o magistrado admitiu que tinha participação no resort, situado no Paraná.

(Com Agência Estado)

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