O ministro da Defesa da Venezuela, general Vladimir Padrino López, condenou neste sábado (3/1) os bombardeios dos Estados Unidos contra alvos em diferentes regiões do país e anunciou a ativação de todas as capacidades militares para a defesa do território nacional.
Durante a ofensiva, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, foi capturado pelas forças norte-americanas.
Em pronunciamento, Padrino López classificou a ação como uma “agressão militar criminosa” e afirmou que as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) estão mobilizando todos os recursos disponíveis em resposta à ofensiva.
Segundo ele, os ataques atingiram instalações militares e áreas urbanas, incluindo o complexo de Fort Tiuna, em Caracas, além de localidades nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
Ainda de acordo com o ministro, mísseis e foguetes teriam sido disparados a partir de helicópteros de combate norte-americanos durante a madrugada. Ele disse que informações sobre mortos e feridos ainda estão sendo apuradas, mas indicou que há registro de vítimas civis em áreas residenciais.
“Esta invasão representa a maior afronta que o país já sofreu”, declarou López.
O ministro afirmou ainda que foi decretado estado de comoção externa em todo o território venezuelano, com base na Constituição e em leis de segurança nacional.
Estado de prontidão
Com a medida, as FANB entraram em estado de prontidão operacional, com a mobilização de meios terrestres, aéreos, navais, fluviais e de mísseis.
Segundo o governo, a resposta envolve uma articulação entre forças militares, policiais e organizações populares, descrita como uma “fusão popular-militar-policial” para garantir a defesa integral do país.
Padrino López rejeitou a presença de tropas estrangeiras e afirmou que a ofensiva não tem relação com o combate ao narcotráfico, como alegado por Washington, mas sim com interesses estratégicos e a tentativa de promover uma mudança de regime.
Ele também apelou à comunidade internacional e a organismos multilaterais para que condenem o que classificou como violação da Carta das Nações Unidas e do direito internacional.
Onde está Maduro?
O governo venezuelano declarou emergência nacional e afirmou desconhecer o paradeiro do líder chavista.
A vice-presidente, Delcy Rodríguez, exigiu “prova imediata de vida” do presidente e da primeira-dama, e acusou os EUA de serem responsáveis por mortes de civis e militares durante os ataques.
A crise aprofunda a tensão entre Washington e Caracas, que vinha se intensificando nos últimos meses em meio a sanções, acusações envolvendo tráfico de drogas e uma crescente presença militar dos EUA no Caribe e na América Latina.
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