Filho de um imigrante egípcio, ele nasceu e cresceu na região metropolitana de Detroit, em Michigan. Estudou em escolas públicas e se formou com distinção máxima na Universidade de Michigan.
Depois, cursou medicina na Universidade Columbia, em Nova York, e conquistou um doutorado em saúde pública pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, como bolsista do programa Rhodes. Apesar de ter diploma de medicina, ele não concluiu a residência médica nem obteve licença para exercer a profissão.
Durante a formação, El-Sayed decidiu direcionar a carreira para a saúde pública. Em 2015, aos 30 anos, assumiu a direção do Departamento de Saúde de Detroit, onde permaneceu por dois anos. Mais tarde, entre 2022 e 2025, comandou o Departamento de Saúde, Serviços Humanos e Assuntos de Veteranos do condado de Wayne, que inclui Detroit e atende cerca de 1,8 milhão de pessoas.
Na gestão pública, trabalhou em iniciativas de prevenção e atendimento, como a retirada de chumbo de escolas da cidade, a ampliação do acesso à naloxona - medicamento usado para reverter overdoses de opioides - e ações contra a poluição. Segundo sua campanha, também participou da estruturação de um programa que prevê o cancelamento de até US$ 700 milhões em dívidas médicas de 300 mil moradores de Michigan.
El-Sayed ganhou projeção política em 2018, quando concorreu ao governo de Michigan pelo Partido Democrata, mas perdeu as primárias. Oito anos depois, voltou às urnas em uma disputa pelo Senado marcada por divergências dentro do próprio partido e por ataques de adversários à sua religião e às suas posições sobre Israel.
Na campanha de 2026, defendeu a ampliação do acesso à saúde por meio do Medicare for All, proposta de criação de um sistema público de cobertura universal, e medidas para reduzir a influência de grandes empresas e do financiamento privado nas eleições. Também colocou o custo de vida entre as prioridades de sua plataforma.
A disputa contra Rogers foi marcada por ataques de republicanos, que tentaram associar El-Sayed a grupos extremistas islâmicos. As acusações de vínculos com a Irmandade Muçulmana foram negadas pelo democrata e, segundo a agência Reuters, não foram acompanhadas de provas. O candidato também enfrentou críticas por sua oposição à ajuda militar dos Estados Unidos a Israel e por classificar como genocídio as ações israelenses em Gaza.
Ao declarar vitória em Detroit, na madrugada desta quarta-feira, El-Sayed agradeceu aos eleitores por terem apostado em sua candidatura. "Vocês confiaram no candidato mais improvável", afirmou.
(Com Agência Estado)
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