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Mundo Segunda-feira, 21 de Setembro de 2026, 16:30 - A | A

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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2026, 16h:30 - A | A

Lula sobre conflito no Irã: Não queremos que essa confusão chegue no Brasil

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que não quer que a "confusão" da guerra dos Estados Unidos contra o Irã afete o Brasil e criticou os efeitos do conflito nos preços dos combustíveis e dos alimentos, durante entrevista à jornalista Christiane Amanpour, âncora da CNN Internacional, nesta segunda-feira, 21.

"O que aconteceu com o mundo? O mundo agora está pagando combustível mais caro, gasolina mais cara, fertilizantes mais caros, e o preço da comida está subindo, aqui nos Estados Unidos e nos outros países", declarou. Em seguida, mencionou medidas adotadas pelo governo brasileiro para evitar o impacto no preço dos alimentos. "Nós não queremos que essa confusão das guerras chegue no Brasil."

Lula afirmou que "o Conselho de Segurança não funciona", assim como a Organização Mundial do Comércio (OMC), e mencionou as mortes de crianças na Faixa de Gaza e a tentativa de que o conflito no Irã não afete o Brasil. "A minha pergunta é a seguinte, quando é que a gente vai acabar com a fome no mundo?", questionou.

"Nós temos que encontrar uma solução", afirmou. "É preciso mudar a forma de organização da ONU", continuou. Em seguida, o presidente defendeu a ampliação da representatividade nas Nações Unidas e afirmou que a ONU está "desacreditada". "O que os líderes estão fazendo? Nada", declarou Lula, na sequência.

O presidente brasileiro também disse estar "muito incomodado" e "indignado" e afirmou que o cenário político internacional está "piorando", com uma frequência maior de invasões entre os países. "A gente não pode viver sob mentiras", disse, ao mencionar as razões levantadas para justificar as intervenções norte-americanas no Iraque e na Venezuela.

Ele criticou os líderes globais por, segundo ele, não acreditarem nas mudanças climáticas, e deu Trump como exemplo. "Vi o presidente Trump falar: 'Não acredito nessas coisas'".

Lula chegou em Nova York, nos Estados Unidos, no domingo 20. O presidente da República fará o tradicional discurso do Brasil na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta terça-feira, 22. Não há confirmação de que ele terá um encontro bilateral com Trump.

Conforme mostrou o Estadão, segundo interlocutores envolvidos na redação do discurso, Lula não vai evitar os temas internacionais mais relevantes e deverá defender a solidez da democracia e a soberania no Brasil.

Em encontro com pastores evangélicos na semana passada, Lula disse que, ao discursar na Assembleia Geral da ONU, vai chamar de "covardes" os líderes dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança. Para o presidente brasileiro, as nações poderosas se omitem quando deveriam promover a paz global.

Os cinco países do Conselho de Segurança da ONU são China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia. Estas nações são governadas por Xi Jinping, Donald Trump, Emmanuel Macron, Andy Burnham e Vladimir Putin, respectivamente.

(Com Agência Estado)

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