A informação sobre a conversa entre Lula e Trump foi confirmada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) em nota divulgada nesta segunda. A conversa foi por volta das 11h e durou cerca de 50 minutos, segundo a Secom.
"Ao comentar o convite formulado ao Brasil para que participe do Conselho da Paz, Lula propôs que o órgão apresentado pelos Estados Unidos se limite à questão de Gaza e preveja assento para a Palestina. Nesse contexto, reiterou a importância de uma reforma abrangente das Organização das Nações Unidas (ONU), que inclua a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança", afirmou.
A crise na Venezuela também foi assunto da conversa entre os dois presidentes. Lula ressaltou a Trump a "importância de preservar a paz e a estabilidade da região e de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano", disse o governo brasileiro. A Secom não deu informações sobre as respostas do norte-americano sobre esse assunto.
Lula sugeriu, ainda, um encontro presencial entre os dois. Ficou acordado que, após a viagem de Lula à Índia e à Coreia do Sul, no fim de fevereiro, os dois vão definir uma data para esse encontro em Washington.
Os presidentes também "trocaram informações sobre indicadores econômicos dos dois países, que apontam boas perspectivas para as duas economias", segundo a Secom.
"O presidente Trump afirmou que o crescimento econômico dos Estados Unidos e do Brasil é positivo para a região como um todo. Ambos saudaram o bom relacionamento construído nos últimos meses, que resultou no levantamento de parte significativa das tarifas aplicadas a produtos brasileiros", informou o governo brasileiro.
Lula também falou com Trump sobre a proposta encaminhada ao Departamento de Estado em dezembro do ano passado em relação ao fortalecimento da cooperação no combate ao crime organizado.
O presidente brasileiro "manifestou interesse em estreitar a parceria na repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, bem como no congelamento de ativos de grupos criminosos e no intercâmbio de dados sobre transações financeiras", de acordo com a Secom, que informou, ainda, que "a proposta foi bem recebida pelo presidente norte-americano".
(Com Agência Estado)
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