Mundo Terça-feira, 08 de Novembro de 2011, 18:34 - A | A

Terça-feira, 08 de Novembro de 2011, 18h:34 - A | A

PROGRAMA NUCLEAR

Irã trabalhou para fabricar armas nucleares, diz relatório da ONU

Mais cedo, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse que o país não precisa da bomba atômica para enfrentar Washington e seus aliados

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Um aguardado relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, um órgão da ONU) indica que o Irã trabalhou de forma estruturada para a produção de tecnologia nuclear, possivelmente com o intuito "específico" de fabricar armas atômicas e que ainda pode estar desenvolvendo este tipo de armamento.

O relatório vê indícios "preocupantes" de que Teerã ainda possa estar desenvolvendo as tecnologias necessárias para a fabricação de armas atômicas, mas diz que tem informações suficientes sobre um "programa estruturado" somente até 2003.

Além disso, a República Islâmica recebeu ajuda de um cientista russo no desenvolvimento de tecnologias no setor, informa o relatório. Em reação, a Rússia diz que o documento da AIEA "não acrescenta nada novo" e que já havia alertado a comunidade internacional sobre o possível envolvimento do especialista no programa nuclear iraniano.

Embora não afirme categoricamente que Teerã já possua a bomba nuclear, o relatório das Nações Unidas afirma repetidamente que o país vem dominando cada vez mais a tecnologia para a fabricação deste tipo de armamento.

Em sua análise, o organismo das Nações Unidas deixa claro que há informações "críveis" que indicam que o "Irã pôs em prática atividades destinadas ao desenvolvimento de um dispositivo explosivo nuclear".

Em sua primeira reação, o governo americano afirmou que "ainda é muito cedo para avaliar" os dados contidos no relatório e que precisa estudar melhor as revelações.

A AIEA avalia que os resultados do relatório causam "sérias preocupações" quanto a "uma possível dimensão militar" do programa nuclear iraniano.

Efe

Em imagem de arquivo de 2008, Mahmoud Ahmadinejad passa em vistoria na usina nuclear de Natanz, no Irã

AHMADINEJAD

Mais, cedo, horas antes da divulgação do relatório, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse que o país não precisa da bomba atômica para enfrentar Washington e seus aliados.

"Os Estados Unidos, que possuem 5.000 bombas atômicas, nos acusam sem pudor de fabricar a bomba atômica, mas devem saber que para cortar a mão que estenderam sobre o mundo não vamos precisar da bomba atômica", disse Ahmadinejad, citado pela rede de TV estatal.

"Podemos alcançar nossos objetivos usando o pensamento, a cultura e a lógica", acrescentou o presidente iraniano durante uma cerimônia em Teerã, ao acusar os Estados Unidos de saquear as riquezas dos povos e de humilhá-los.

"Se os Estados Unidos querem fazer frente à nação iraniana, vão se arrepender com a nossa resposta" porque "nunca retrocederemos", acrescentou.

O chanceler iraniano, Ali Akbar Salehi, afirmou, durante coletiva de imprensa sobre o esperado relatório da AIEA, que o programa nuclear do país virou um problema político, mas que "não existe nenhuma prova séria de que o Irã esteja fabricando uma bomba nuclear".

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