"O Estreito de Ormuz não pode ser tomado nem com um tuíte, nem com um porta-aviões, nem com a emissão de um decreto e nem com um discurso de campanha eleitoral. O Irã não teme ameaças e não se intimida com demonstrações de força", escreveu Gharibabadi.
O vice-ministro iraniano acrescentou que o controle da rota marítima segue sob Teerã e sua abertura depende do que for decidido pelos iranianos. "Os EUA deviam aceitar de uma vez por todas a realidade: até agora, vocês sofreram derrotas estratégicas e pesadas", disse. "Enquanto não aceitarem isso e abandonarem ilusões, o Irã continuará a impor o cerco em Ormuz".
Em paralelo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o país ainda não tomou uma decisão sobre se retomará as negociações com os Estados Unidos, segundo a ISNA. Ele esclareceu que "nunca houve nada como um cessar-fogo de 60 dias que precise ser renovado". No entendimento do Irã, o memorando de Islamabad era um passo rumo ao acordo para encerrar a guerra, e não um cessar-fogo temporário.
"Os EUA violaram este memorando e os confrontos recomeçaram. Portanto, não há cessar-fogo a ser prolongado", pontuou ele, de acordo com a agência de notícias iraniana.
Araghchi ponderou que os iranianos ainda trocam mensagens com mediadores do Catar e do Paquistão para tentar encontrar um "novo caminho" de negociações com o EUA, mas que, "de forma alguma", isso significa negociação, conforme a ISNA.
Mais cedo, uma autoridade revelou ao Politico que Washington considera a situação entre ambos os países como "estagnada" e espera que Teerã "venha à mesa e concorde com um acordo". "Até o momento, eles não fizeram isso", revelou. Segundo a fonte, o cessar-fogo de aproximadamente um mês vai expirar na segunda-feira, se não for renovado.
(Com Agência Estado)
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