A ofensiva ocorreu nesta sexta-feira, 27, poucas horas depois de Israel ameaçar "escalar e expandir" sua campanha contra Teerã. A mídia estatal iraniana confirmou os ataques, enquanto autoridades israelenses reivindicaram a ação.
De acordo com a agência IRNA, foram atingidas uma usina de água pesada - usada como moderador em reatores nucleares - e uma unidade de "yellowcake". A instalação de Arak, porém, não está operacional desde um ataque anterior, em junho do ano passado. Em comunicado, as Forças Armadas de Israel (IDF, na sigla em inglês) disseram ter atingido "capacidades de produção de mísseis, infraestrutura remanescente de seu programa nuclear e alvos do regime terrorista".
A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) prometeu retaliação. Em publicação no X, o comandante da força aeroespacial, Seyed Majid Moosavi, afirmou que "desta vez, a equação não será mais 'olho por olho'".
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou ter sido notificada pelo Irã dos ataques. Segundo a agência, não houve aumento nos níveis de radiação fora do local, e o caso está sendo apurado. O diretor-geral Rafael Grossi reiterou o apelo por contenção militar para evitar qualquer risco de acidente nuclear.
Os ataques ocorrem em meio à escalada das tensões regionais e após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que as negociações para encerrar o conflito vão "muito bem". Washington pressiona Teerã a reabrir o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo global.
(Com Agência Estado)
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