Segundo o governo iraniano, as ações americanas ocorreram enquanto seguem negociações diplomáticas mediadas pelo Paquistão, o que, para Teerã, demonstra "má-fé" e falta de compromisso de Washington com a estabilidade regional.
O comunicado acusa os EUA de violarem o Artigo 2 da Carta das Nações Unidas e o cessar-fogo firmado recentemente entre ambas as partes. O Irã também responsabilizou diretamente o governo americano por "todas as consequências" decorrentes das ações hostis.
"A República Islâmica do Irã não deixará nenhuma agressão sem resposta e não hesitará minimamente em defender o Irã", afirmou o ministério. Teerã também declarou que os episódios reforçam a "profunda desconfiança" do povo iraniano em relação aos EUA, tanto no campo diplomático quanto militar. O texto descreve a atuação americana contra o Irã como "beligerante e criminosa".
O comunicado foi divulgado depois que a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmou ter derrubado um drone americano MQ-9 no Golfo Pérsico, alegando que a aeronave havia invadido o espaço aéreo iraniano. O Comando Central dos EUA (Centcom) informou na noite desta segunda-feira ter realizado ataques de "autodefesa" contra alvos no sul do Irã, incluindo plataformas de lançamento de mísseis e embarcações capazes de lançar minas marítimas. Mais cedo, o líder supremo iraniano, aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou que os EUA não terão mais "um refúgio seguro" para bases militares no Oriente Médio.
(Com Agência Estado)
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