Segundo o gabinete francês, parceiros europeus e de outras regiões estão dispostos a contribuir para uma "missão puramente defensiva destinada a restaurar a liberdade de navegação". Parte dos participantes deve acompanhar as discussões por videoconferência. De acordo com a Reuters, as reuniões também devem tratar de possíveis medidas econômicas contra o Irã caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado.
França e Reino Unido vêm trabalhando nas últimas semanas para estruturar uma operação de escolta a navios-tanque e porta-contêineres, em meio à escalada de tensões no Oriente Médio.
Em publicação no X, Macron afirmou que conversou na segunda (13) com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, e com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele fiz ter defendido a retomada das negociações interrompidas em Islamabad, o "esclarecimento de mal-entendidos" e a prevenção de nova escalada. O presidente francês também disse ser essencial que o cessar-fogo seja respeitado por todos e inclua o Líbano, além da reabertura "incondicional" do Estreito de Ormuz, sem controles ou pedágios, o mais rápido possível.
Na conversa com Macron, Pezeshkian afirmou que "exigências excessivas" e falta de vontade política dos EUA travaram um acordo. Segundo ele, Teerã segue disposto a negociar dentro das normas internacionais, deseja maior atuação europeia e continua priorizando a diplomacia, mas está preparado para qualquer cenário e para garantir a segurança da navegação em Ormuz.
(Com Agência Estado)
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