"Essa reaproximação diplomática entre as partes, que até recentemente estavam em confronto, tem gerado otimismo global e uma reversão da aversão ao risco observada nas semanas anteriores", diz em nota Leonel Oliveira Matos, analista de inteligência de mercados da Stonex.
Conforme a análise gráfica do Itaú BBA, o Ibovespa segue na tendência de alta rumo aos 200 mil pontos. No médio prazo, destaca em relatório que o próximo objetivo a ser monitorado é a marca de 250 mil pontos.
Segundo Felipe Cima, analista da Manchester Investimentos, a pontuação dos 200 mil é difícil de não acontecer, devido ao enfraquecimento da moeda norte-americana. "Enquanto o dólar estiver nessa tendência de fraqueza, o que foi revigorado recentemente, reforça o carry trade", diz, ao referir-se ao diferencial de juros entre o Brasil e EUA, além de outras partes do mundo.
Ontem, o Ibovespa subiu 0,34% e fechou pela primeira vez acima de 198 mil pontos, aos 198.000,71, no 17º recorde de 2026. Já o dólar furou a marca dos R$ 5,00, a R$ 4,9970. Nesta manhã, a divisa ante o real volta a cair. Há pouco atingiu mínima em R$ 4,9727, instigando recuo dos juros futuros.
"Os mercados começam a precificar conflito contido e de menor duração", cita em relatório a Monte Bravo.
Apesar do tom positivo, há certa cautela em relação ao noticiário sobre a guerra no Oriente Médio, que empurra o petróleo para baixo e consequentemente as ações da Petrobrás. Apesar do recuo de 0,07% do minério de ferro em Dalian, na China, os papéis da Vale sobem cerca de 1%.
Segundo relatos, EUA e Irã avaliam nova rodada de negociações antes do fim da trégua na próxima semana. Ontem, militares americanos bloquearam portos iranianos após conversas sem acordo.
Entre as divulgações desta manhã estão a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e dados de inflação ao produtor, o PPI, nos EUA.
O volume de serviços prestados no Brasil subiu 0,1% em fevereiro ante janeiro. O resultado ficou abaixo da mediana das estimativas colhidas pelo Projeções Broadcast, de 0,5%. Em relação a fevereiro de 2025, houve alta de 0,5%, também menor do que a mediana das expectativas, que era crescimento de 1,6%.
Nos EUA, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) subiu 0,5% em março ante fevereiro, ficando aquém da alta prevista de 1,1%. Na comparação com março de 2025, o PPI avançou 4%.
Às 11h40, o Ibovespa subia 0,38%, aos 198.745,06 pontos, ante máxima aos 199.354,81 pontos, em alta de 0,68%, vindo de abertura na mínima em 198.001,48 pontos, com variação zero.
Entre as quedas, Petrobras recuava entre 3,35%/ON e -2,91%/PN. Braskem liderava o grupo das altas, com 5,65%.
(Com Agência Estado)
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