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Economia Terça-feira, 14 de Abril de 2026, 10:30 - A | A

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Terça-feira, 14 de Abril de 2026, 10h:30 - A | A

FMI melhora projeção do PIB do Brasil por guerra e vê crescimento de 1,9% em 2026

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O Fundo Monetário Internacional (FMI) melhorou a projeção para o desempenho da economia brasileira neste ano ao incluir em seus cálculos um pequeno efeito positivo da guerra no Oriente Médio, já que o país é exportador líquido de petróleo, segundo relatório publicado hoje. O organismo espera que a economia brasileira cresça 1,9% em 2026, aumento de 0,3 ponto porcentual (pp) em relação à atualização feita em janeiro.

"Espera-se que a guerra tenha um pequeno efeito líquido positivo em 2026, como resultado do País ser um exportador líquido de energia", diz o FMI, ao comentar o ajuste feito na projeção para o PIB do Brasil, no relatório Perspectiva Econômica Mundial (WEO, na sigla em inglês), divulgado nesta terça-feira, 14, como parte das reuniões de Primavera. O Fundo calcula que o conflito possa impulsionar o crescimento do País em 0,2 pp neste exercício.

No início do ano, o FMI havia cortado a expectativa para o crescimento do PIB brasileiro em 2026, citando como razões os efeitos negativos do tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. De lá para cá, o republicano sofreu um revés na Suprema Corte, que anulou seu poder de taxar o mundo, e a guerra contra o Irã fez os preços de energia dispararem, beneficiando países exportadores, como o Brasil.

Mas, mesmo com a melhora na projeção do FMI, o País ainda deve desacelerar o ritmo de crescimento neste ano em relação a 2025. Na ocasião, o PIB doméstico teve incremento de 2,3%.

Além disso, o Brasil deve crescer neste ano em ritmo inferior ao previsto para a América Latina e o Caribe e ao projetado para as economias emergentes e em desenvolvimento. Ainda assim, a taxa de expansão deve superar a estimada pelo FMI para países como México, Uruguai e Canadá.

O organismo espera que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) perca o fôlego e fique em 4% neste ano, ante 5% em 2025. Por sua vez, a taxa de desemprego deve piorar, para 6,8%, contra 6% no exercício anterior.

Menos crescimento em 2027

Para 2027, no entanto, o FMI fez o movimento contrário. O organismo cortou em 0,3 pp sua projeção de crescimento para o PIB do Brasil, para 2%, em relação à atualização da estimativa, feita em janeiro último.

De acordo com o Fundo, a desaceleração da demanda global, custos mais altos de insumos, incluindo fertilizantes, e condições financeiras mais restritivas são a razão para o ajuste na projeção anterior.

"Reservas internacionais adequadas, baixa dependência de dívida em moeda estrangeira, grandes reservas de caixa do governo e uma taxa de câmbio flexível são esperados para ajudar o país a enfrentar o choque", diz o FMI.

O relatório estima que a inflação brasileira seguirá em ritmo de melhora e ficará em 3,4% no próximo ano. A taxa de desemprego, contudo, deve continuar em alta e alcançar 7,4%.

(Com Agência Estado)

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