A agência nacional Météo-France alerta para marcas próximas de 40ºC a partir de terça-feira (11) no sudeste francês. No Reino Unido, um alerta âmbar de risco à saúde por calor para a maior parte da Inglaterra entra em vigor na terça-feira, com previsão de máxima de 36ºC no fim desta semana.
Em toda a Europa, o calor extremo, iniciado em maio, tem contribuído para grandes incêndios florestais, seca prolongada e novos recordes nacionais de temperatura, além de milhares de mortes estimadas relacionadas ao calor.
No mundo, 2026 é até agora o terceiro ano mais quente, atrás de 2024 e 2025, segundo estatísticas climáticas. Mas ainda há tempo para reverter esse ranking. Com o efeito combinado do aquecimento global acelerado causado pelo homem e de um El Niño de forte intensidade - aquecimento periódico de partes do Pacífico que influencia o clima em diversas regiões -, cresce a chance de que 2026 termine como o ano mais quente já registrado, afirmam cientistas.
No mês passado, a temperatura média da superfície do mar mais alta já registrada para julho foi observada nos oceanos extrapolares - áreas livres de gelo marinho sazonal -, segundo o serviço climático europeu Copernicus. O resultado foi impulsionado em parte pelo avanço de condições de El Niño no Pacífico equatorial, disse o órgão. O novo recorde médio de julho foi de 20,96ºC, superando a marca de 2023, de 20,89ºC.
Ainda assim, a temperatura média global do ar na superfície em julho ficou em 16,90ºC, o que fez do mês apenas o segundo julho mais quente da série histórica, empatado com julho de 2024, informou o Copernicus.
Na Europa Ocidental, por sua vez, a temperatura média para o período de junho a julho atingiu o recorde de 21,62ºC, derrubando a marca anterior, de 2022, segundo o Copernicus.
"Sistemas persistentes de alta pressão prenderam o calor sobre a Europa Ocidental; as temperaturas extremas também ampliaram a seca generalizada. À medida que os solos secam, perdem a capacidade de oferecer resfriamento natural, permitindo que o calor se acumule com mais facilidade", disse Samantha Burgess, líder estratégica para clima no Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo.
"Este é um exemplo claro de como a mudança climática está intensificando os extremos de calor, com calor e seca reforçando-se cada vez mais."
Somente na França, alertas de onda de calor foram emitidos pela primeira vez em maio, quando mais da metade do país registrou novos recordes de temperatura para o mês. O calor se intensificou em junho, período em que ao menos 5.700 mortes acima do normal foram registradas, segundo a agência de saúde pública francesa.
A Météo-France afirmou que 23 de junho foi o dia mais quente já registrado no país. As temperaturas chegaram a 44,3ºC no sudoeste.
Outros dois episódios de onda de calor foram registrados em julho, agravando um incêndio histórico no sudoeste da França, que obrigou 220 mil pessoas a deixar suas casas em um dos maiores esforços de evacuação do continente desde a Segunda Guerra Mundial.
No Reino Unido, as temperaturas ficaram um pouco mais amenas nesta segunda-feira, mas o país se prepara para sua quinta onda de calor em um verão excepcionalmente quente e seco, com metade da Inglaterra e todo o País de Gales em situação de seca.
O alerta de calor adverte para impactos significativos nos serviços de saúde, incluindo aumento de mortes entre idosos e pessoas vulneráveis.
Duas ondas de calor recordes em maio e junho resultaram em mais de 2.800 mortes acima do normal associadas às temperaturas extremas. Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
(Com Agência Estado)
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