De acordo com a Al Jazeera, a nomeação colocará Rezaei no maior posto de segurança do Irã, antigamente ocupado por Ali Larijani - assassinado no ataque dos EUA e de Israel em março - e posteriormente por Zolghadr, que deixará o cargo e passará a assessorar Khamenei. O aiatolá desejou "sucesso" a ambos ao assumirem as novas funções para "avançar nos ideais da Revolução Islâmica".
Paralelamente, Khamenei afirmou ter se reunido com o presidente iraniano Masoud Pezeshkian para discutir assuntos econômicos e militares, em nota. Entre os temas discutidos estiveram o futuro da atual guerra contra EUA e Israel, desdobramentos militares e medidas de segurança, gerenciamento de gastos em termos de "moeda doméstica, estrangeira e energia", além de relações econômicas internacionais com países parceiros.
Autoridades americanas revelaram à Axios que existe um racha no governo de Teerã. Segundo as fontes, o grupo liderado por Pezeshkian está extremamente preocupado com um colapso econômico e acredita que o Irã precisa chegar a um acordo com os EUA. Outro, liderado pelo comandante do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, em inglês), Ahmad Vahidi, rejeita quaisquer concessões nas negociações.
Ainda conforme a reportagem, Trump estava inclinado a retomar os combates em força total, mas optou por manter pressão econômica contra o regime iraniano enquanto mantém "semi-negociações".
Ontem, Zolghadr anunciou os termos do Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, já sob o escopo de um acordo de gerenciamento com Omã. De acordo com ele, os americanos teriam que encerrar a guerra permanentemente contra Teerã e seus aliados no Líbano, Gaza, Iêmen e Iraque, retirar forças militares das redondezas iranianas e o bloqueio naval, entre outras condições.
(Com Agência Estado)
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