Terça-feira, 19 de Maio de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Mundo Terça-feira, 19 de Maio de 2026, 11:30 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Terça-feira, 19 de Maio de 2026, 11h:30 - A | A

Espanha: filho do fundador da marca Mango é preso por suspeita de envolvimento na morte do pai

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

A polícia catalã prendeu o filho do fundador da Mango, Isak Andic, nesta terça-feira, 19. Ele é investigado por suspeita de envolvimento na morte do pai, que faleceu após cair de uma montanha durante uma caminhada em dezembro de 2024.

O falecimento de Isak Andic foi inicialmente considerado um acidente, mas teve várias reviravoltas que culminaram na prisão de Jonathan. Ele sempre alegou inocência.

Após a prisão, o filho de 45 anos do empresário foi levado da delegacia para comparecer perante um juiz no tribunal de Martorell. Ele chegou pouco depois do meio-dia, algemado e sob custódia policial.

O caso está atualmente sob sigilo, conforme indicado pelo Tribunal Superior de Justiça da Catalunha.

Fontes da família afirmaram estar "absolutamente" convencidas da inocência de Jonathan Andic e garantiram que "não existem, nem serão encontradas, provas legítimas contra ele".

Isak Andic, que construiu do zero uma das maiores marcas de moda do mundo, morreu em 14 de dezembro de 2024, após uma queda durante uma caminhada numa popular zona montanhosa nos arredores de Barcelona. Ele tinha 71 anos. Jonathan, o mais velho dos seus três filhos, era a única pessoa que o acompanhava na caminhada.

Investigação

A investigação da morte tinha sido arquivada provisoriamente no início de 2025. Meses depois, porém, o tribunal decidiu reabri-la e acrescentar novas linhas de investigação.

O jornal La Vanguardia, que noticiou a prisão na terça-feira, informou que a polícia estava investigando o celular do suspeito. Em depoimentos sobre o caso, ele teria apresentado declarações contraditórias.

Nos últimos meses, o juiz tem colhido depoimentos de pessoas próximas do falecido empresário.

Segundo o jornal El País, a golfista Estefanía Knuth, companheira de Isac Andic na época do acidente, indicou que ele e seu filho mais velho haviam passado por períodos de desavenças, mas sem insinuar qualquer crime.

Após a morte de Andic, Knuth e os três filhos do empresário entraram em disputa pela herança, que foi resolvida com um acordo preliminar após complexas negociações, informou o mesmo jornal.

Atualmente, Jonathan é vice-presidente do conselho de administração da Mango, empresa que, segundo seu site, "iniciou sua carreira profissional na companhia em 2005". Na última década, ele liderou brevemente a empresa, mas seu pai logo assumiu o cargo.

Empresa de sucesso

Isak Andic Ermay nasceu em 1953 em Istambul, em uma família judia sefardita que emigrou para a Espanha quando ele era adolescente. Ele começou em Barcelona vendendo camisas que trazia da Turquia e, em 1984, finalmente abriu sua primeira loja Mango no Passeig de Gràcia, na capital catalã.

A marca expandiu-se rapidamente por toda a Espanha e tornou-se um dos principais grupos de moda do mundo, fazendo dele uma das pessoas mais ricas do país, com uma fortuna estimada pela Forbes em cerca de US$ 4,5 bilhões.

A empresa tem mais de 16.400 funcionários e 2.900 pontos de venda em mais de 120 mercados em todo o mundo, segundo seu site.

Assim como sua concorrente Inditex - dona da Zara e da Bershka - a Mango construiu seu sucesso com base em preços baixos e uma rápida resposta às tendências da moda. Em dezembro de 2023, Andic transferiu 5% de sua empresa para terceiros pela primeira vez: seu braço direito, Toni Ruiz, CEO e atual líder do grupo.

Em outubro passado, Ruiz e os outros dois executores do testamento de Andic publicaram uma declaração defendendo o legado de "um empreendedor visionário" e afirmando a inocência de seu filho.

"Defendemos a inocência de Jonathan e seu status de vítima", escreveram, declarando que testemunharam "como a dor de um luto privado foi exacerbada por um debate público".

(Com Agência Estado)

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros