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Mundo Terça-feira, 19 de Maio de 2026, 10:30 - A | A

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Terça-feira, 19 de Maio de 2026, 10h:30 - A | A

Bessent pede que Europa amplie sanções e combate a financiadores do Irã

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, pediu nesta terça-feira (19) que aliados europeus intensifiquem ações contra os financiadores do Irã, ampliando a cooperação com Washington no combate ao financiamento ao terrorismo. Em discurso na conferência "No Money for Terror", em Paris, o integrante do governo Donald Trump afirmou que os parceiros dos EUA precisam agir contra redes financeiras ligadas a Teerã.

Segundo Bessent, os aliados europeus devem acompanhar os EUA na adoção de medidas como sanções a financiadores iranianos, fechamento de empresas de fachada e desmonte de estruturas bancárias ligadas ao regime. "Será necessário que nossos parceiros europeus se juntem aos Estados Unidos para agir contra o Irã, designando seus financiadores, expondo suas empresas de fachada e fechando suas agências bancárias", disse.

O secretário afirmou que o governo Trump retomou a campanha de "pressão máxima" contra Teerã e declarou que o país sofreu um "estrangulamento financeiro" promovido por Washington. Segundo ele, o Tesouro americano interrompeu dezenas de bilhões de dólares em receitas projetadas de petróleo do Irã, além de bloquear fluxos financeiros ilícitos e redes bancárias paralelas.

Bessent também defendeu o uso de sanções como instrumento de política externa e segurança nacional. "Sanções não são atos de agressão, mas instrumentos de paz", afirmou. Segundo ele, as medidas têm como objetivo alterar comportamentos e não impor isolamento permanente a países ou populações.

O secretário acrescentou que o Tesouro dos EUA está modernizando sua arquitetura de sanções para torná-las mais direcionadas e eficazes diante da adaptação de redes de evasão financeira, com "prazos definidos para gerar efeitos específicos".

Ao cobrar maior engajamento internacional, Bessent afirmou que países do Oriente Médio e da Ásia também precisam combater redes bancárias paralelas iranianas. Ele citou ainda grupos como Hezbollah e o cartel mexicano de Sinaloa entre as ameaças que exigem coordenação global.

(Com Agência Estado)

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