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Democrata diz que Senado não votará saída dos EUA da Otan

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O líder da bancada democrata no Senado dos Estados Unidos, Chuck Schumer, afirmou nesta quarta-feira, 1, que a Casa não colocará em votação uma eventual saída dos EUA da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em meio a declarações do presidente Donald Trump sugerindo que pode retirar o país da aliança militar.

"Posso prometer isto: o Senado não votará para deixar a Otan e abandonar nossos aliados só porque Trump está irritado por eles não terem embarcado em sua guerra imprudente por escolha", escreveu Schumer em publicação no X.

A declaração ocorre após Trump endurecer o tom contra países aliados, cobrando maior apoio no conflito com o Irã e na reabertura do Estreito de Ormuz. Em entrevistas e postagens recentes, o presidente voltou a questionar a disposição dos parceiros europeus em dividir custos e riscos.

Schumer também ressaltou que há um freio institucional para impedir que um presidente retire os EUA da Otan de forma unilateral. Segundo ele, uma lei aprovada em 2023, patrocinada pelo então senador e hoje secretário de Estado, Marco Rubio, determina que qualquer decisão de saída só pode avançar com o apoio de dois terços do Senado.

A Otan também está sendo defendida de forma bipartidária pelos senadores Mitch McConnell, republicano do Kentucky, e Chris Coons, democrata de Delaware. Em nota conjunta, os dois afirmaram que "a Otan é a aliança militar mais bem-sucedida da história" e ressaltaram que seus integrantes "lutaram e morreram", ao lado das forças americanas, no Afeganistão e no Iraque.

(Com Agência Estado)

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