Segundo a organização de mídia que produz material para diversas rádios nos EUA, os arquivos continham entrevistas e anotações que acusavam o líder republicano de participação no crime.
A investigação feita pela NPR afirmou que mais de 50 páginas de entrevistas com o FBI, além de diversas anotações que citavam o nome de Trump em um caso de abuso sexual foram "escondidas". A NPR disse nesta terça-feira, 24, que revisou "vários conjuntos de números de série exclusivos que aparecem antes e depois das páginas em questão", e que muitos arquivos listados como divulgados não apareciam na base de dados.
Nos documentos, uma mulher acusa Trump de ter abusado sexualmente dela quando tinha 13 anos, há algumas décadas, após Epstein ter apresentado os dois. No arquivo, também estariam citadas outras ocasiões em que o presidente americano esteve envolvido com Epstein em festas e eventos, incluindo em propriedades do republicano.
Outro caso que a NPR afirma estar ausente do banco de dados divulgado em janeiro pelo governo americano é um depoimento de uma testemunha considerada chave para a investigação. A mulher teria colaborado com informações para o julgamento de Ghislaine Maxwell, socialite britânica apontada como ex-namorada e cúmplice de Epstein.
Em um comunicado à NPR, a Casa Branca disse que "tal como o presidente Trump afirmou, ele está totalmente livre de qualquer acusação relacionada a Epstein" e completou: "ao divulgar milhares de páginas de documentos, cooperar com o pedido de intimação do Comitê de Supervisão da Câmara, assinar a Lei de Transparência dos Arquivos de Epstein e solicitar mais investigações sobre os amigos democratas de Epstein, o presidente Trump fez mais pelas vítimas de Epstein do que qualquer pessoa antes dele".
Maxwell, de 64 anos, foi condenada em dezembro de 2021 e sentenciada a 20 anos de prisão por tráfico sexual. Epstein foi encontrado morto em uma prisão federal em agosto de 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual.
(Com Agência Estado)
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