O conflito entre os houthis e o governo do Iêmen, apoiado pela Arábia Saudita, reacendeu-se, com os houthis lançando ataques com mísseis e drones contra a Arábia Saudita - incluindo um que teve Riad como alvo no sábado, antes de ser interceptado. Os houthis também declararam um bloqueio à navegação saudita no Estreito de Bab el-Mandeb e no Mar Vermelho, atacando embarcações ligadas à Arábia Saudita e instalações petrolíferas dentro do reino, que é o maior exportador de petróleo do mundo.
Os houthis avançaram pelo território do Iêmen no início deste mês, tomando a cidade portuária estratégica de Mokha e ilhas-chave no Mar Vermelho, o que lhes permite monitorar melhor o tráfego marítimo pelo estreito de Bab el-Mandeb - por onde normalmente passa cerca de 12% do comércio mundial.
Burnham afirmou que estava "agindo para proteger os interesses do Reino Unido e de toda a região, pois, naturalmente, a Arábia Saudita vem sofrendo ataques e enfrenta a possibilidade de novas interrupções, e precisamos manter essas rotas (de petróleo) abertas".
O Reino Unido condenou os ataques dos Houthis e afirmou que "trabalhará com parceiros para apoiar a estabilidade regional, proteger civis e garantir o acesso humanitário". Autoridades britânicas haviam se recusado anteriormente a comentar sobre "questões operacionais", mas observaram que o Reino Unido e a Arábia Saudita mantêm uma estreita parceria na área de defesa.
A Associated Press noticiou na semana passada que a Arábia Saudita solicitou a seus aliados, incluindo França, Reino Unido, Paquistão e Egito, o envio de apoio de defesa aérea para a região, a fim de ajudar na defesa contra mísseis e drones disparados pelos Houthis e outros grupos apoiados pelo Irã contra o reino.
(Com Agência Estado)
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