"Apenas um ataque matou 33 pessoas. Cinco pessoas foram resgatadas e mais de 50 ainda podem estar presas sob os escombros", disse Zelenski, classificando o episódio como "um dos maiores massacres russos desta guerra" e acrescentando que as operações de resgate ainda continuam.
Nesta terça-feira, equipes de resgate e voluntários continuaram as buscas no local do impacto - repleto de crateras - onde ficavam um centro de ajuda e um abrigo, agora destruídos, em Komiushuvakha, um vilarejo na região de Zaporizhzhia, no sul da Ucrânia.
Corpos foram recuperados do local, envoltos em lonas plásticas brancas. Mais de 45 moradores continuam desaparecidos.
Enquanto a Ucrânia se preparava para uma nova rodada de negociações de paz, mediadas pelos Estados Unidos, uma onda de ataques noturnos atingiu usinas elétricas por todo o país, danificou hospitais e deixou dezenas de feridos.
A Rússia lançou 289 drones de ataque, 17 mísseis balísticos e 59 mísseis de cruzeiro contra nove regiões, provocando cortes emergenciais de energia, informou Zelenski em uma publicação online, na qual observou que o bombardeio coincidiu com as eleições nos Estados Unidos.
"Os russos acreditam que os Estados Unidos não notarão esse sinal deles", afirmou. "Mas nós precisamos notá-lo e deter esse terror. Precisamos ajudar a Ucrânia a defender seus céus; caso contrário, a Rússia nunca cessará seus ataques com mísseis."
A Ucrânia decretou três dias de luto em Zaporizhzhia, onde, no ataque de segunda-feira, 2, foram utilizadas bombas russas antibunker - algumas contendo quase 1,5 tonelada de explosivos.
Na região de Kharkiv, no nordeste do país, um ataque russo combinado, envolvendo mísseis e drones, deixou pelo menos 62 feridos, segundo autoridades locais.
Um ataque danificou um centro médico no distrito de Nemyshlianskyi, estilhaçou as janelas de quatro prédios residenciais e avariou automóveis. Mais de 200 pacientes foram transferidos para outras unidades de saúde, informou Oleh Syniehubov, chefe da administração militar regional.
Na região de Dnipro, socorristas resgataram uma mulher com vida dos escombros na manhã desta terça-feira, após um ataque russo que resultou em uma morte e 17 feridos, relataram as autoridades locais.
O ataque danificou uma clínica ambulatorial e um hospital. Os pacientes foram transferidos para outras unidades hospitalares, afirmou Oleksandr Hanzha, chefe da administração militar regional.
Usinas de energia atingidas no último bombardeio
Moscou continuou seus ataques noturnos contra usinas de energia e infraestrutura energética antes da chegada do inverno, causando danos extensos e cortes de eletricidade.
Foram registrados 20 ataques em 10 regiões durante a noite, informou o Ministério da Energia da Ucrânia.
A empresa de energia ucraniana DTEK informou que três de suas usinas interromperam as operações após sofrerem danos significativos decorrentes de ataques intensos. Não houve registro de feridos.
Rússia diz ter derrubado drones ucranianos
Por sua vez, o Ministério da Defesa da Rússia afirmou, nesta terça-feira, que abateu 856 drones ucranianos durante a noite. O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, declarou que 493 drones foram lançados em direção à capital russa.
Um ataque com drones ucranianos deixou dois funcionários feridos em uma refinaria de petróleo na cidade russa de Yaroslavl, informou nesta terça-feira o governador regional, Mikhail Yevrayev. Ele acrescentou que a infraestrutura da refinaria sofreu danos.
Foram implementados cortes rotativos de energia no sul, oeste e leste da Crimeia - território ocupado pela Rússia - após ataques contra a infraestrutura energética, informaram na terça-feira autoridades instaladas por Moscou.
*Com informações de agências internacionais.
(Com Agência Estado)
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