Mundo Segunda-feira, 10 de Outubro de 2011, 10:19 - A | A

Segunda-feira, 10 de Outubro de 2011, 10h:19 - A | A

CATÁSTROFE

Após inundações, Tailândia tenta evitar desastre humanitário

Quase 270 pessoas já morreram no país desde julho na temporada de chuvas

PORTAL R7

Imagem da Internet

Há cerca de 1,4 milhão de hectares de terras agrícolas debaixo da água
Equipes de resgate tentavam nesta segunda-feira (10) evitar um desastre humanitário na Tailândia em decorrência das piores inundações em meio século, que cobriram grandes áreas do país, levaram ao fechamento de fábricas e deixaram milhares de pessoas ilhadas.

Desde julho, quase 270 pessoas já foram mortas pelas tempestades das monções, que causaram inundações e deslizamentos em 30 das 77 províncias tailandesas, segundo as autoridades.

Há cerca de 1,4 milhão de hectares de terras agrícolas debaixo da água. Mais de 700 mil casas foram destruídas ou danificadas.

Na Província de Auytthaya - no centro do país, a 100 km de Bancoc (capital) -, 198 fábricas de um polo industrial, incluindo uma unidade de montagem da Honda, tiveram de fechar no fim de semana.

O ministro da Indústria, Wannarat Channukul, estimou que os prejuízos superaram R$ 1,12 bilhão (US$ 645 milhões) só na Província de Ayutthaya.

Na sexta-feira (7), a imprensa local informou que os 1.700 detentos de uma prisão e os pacientes de um hospital foram retirados por causa das inundações. As enchentes alagaram a penitenciária e o hospital de Ayutthaya, e onde a água também inundou vários templos centenários declarados patrimônio da humanidade pela Unesco.

A despeito do trabalho das autoridades, a água segue subindo em regiões do centro e do norte do país.

Bancoc - onde a crescente do rio Chao Phraya afetou algumas áreas - também corre o risco de ser inundada se a água não baixar antes da maré alta prevista para 16 de outubro.

A Universidade da Câmara de Comércio da Tailândia calcula que os danos causados chegarão a R$ 7,3 bilhões (US$ 4,2 bilhões).

A Federação Tailandesa de Indústria solicitou ajuda ao Governo pelas perdas deixadas pelas inundações, que paralisaram a produção em 500 fábricas de 19 Províncias.

Segundo um estudo realizado por esta instituição, os danos cortarão o aumento do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas por um país) entre 1% e 1,3% este ano.

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