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Justiça Terça-feira, 24 de Março de 2026, 16:54 - A | A

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Terça-feira, 24 de Março de 2026, 16h:54 - A | A

"NINGUÉM AGE ASSIM"

Tia do bebê morto desconfiou da versão dada pela irmã e marido

Em depoimento ao Tribunal do Júri de Barra do Bugres, Adriane Rosi relatou ter encontrado a criança sem vida e apontou contradições no relato do casal acusado de homicídio.

ANDRÉ ALVES
Da Redação

Adriane Rosi, irmã de Talita Canavarros Soares, afirmou no Tribunal do Júri de Barra Bugres (166 km de Cuiabá), nesta terça-feira (24), que encontrou o bebê um mês e nove dias já sem sinais de vida, deitado na cama, e relatou que, ao pegar a criança no colo, houve sangramento pela boca. Ela também confirmou que, em depoimento anterior, havia demonstrado desconfiança em relação à versão apresentada pela irmã e o companheiro dela, Francinaldo José da Silva.

O casal é acusado de homicídio qualificado do próprio filho no dia 2 de janeiro de 2021. Durante a fase de instrução em plenário, depoimentos revelaram contradições nas versões apresentadas pelos réus, além de indícios de consumo de álcool e possível alteração da cena do crime.

O policial militar Anderson Antônio da Silva, que atendeu a ocorrência, declarou que os dois apresentavam comportamento considerado incomum diante da situação. “Ninguém age como eles agiram”, afirmou, ao descrever a frieza do casal. Ele também apontou que ambos estavam embriagados e que havia resquícios de entorpecentes na residência.

Segundo o policial, as versões iniciais dos réus eram incompatíveis com o estado da vítima, que apresentava sangramento pelo nariz e pela boca. Ele destacou ainda que houve contradições entre os depoimentos e mudança de narrativa ao longo da investigação, incluindo a hipótese posterior de que o bebê teria sido derrubado.

LEIA MAIS: Júri de pais acusados pela morte de bebê destaca lesões graves e omissão de socorro

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