Adriane Rosi, irmã de Talita Canavarros Soares, afirmou no Tribunal do Júri de Barra Bugres (166 km de Cuiabá), nesta terça-feira (24), que encontrou o bebê um mês e nove dias já sem sinais de vida, deitado na cama, e relatou que, ao pegar a criança no colo, houve sangramento pela boca. Ela também confirmou que, em depoimento anterior, havia demonstrado desconfiança em relação à versão apresentada pela irmã e o companheiro dela, Francinaldo José da Silva.
O casal é acusado de homicídio qualificado do próprio filho no dia 2 de janeiro de 2021. Durante a fase de instrução em plenário, depoimentos revelaram contradições nas versões apresentadas pelos réus, além de indícios de consumo de álcool e possível alteração da cena do crime.
O policial militar Anderson Antônio da Silva, que atendeu a ocorrência, declarou que os dois apresentavam comportamento considerado incomum diante da situação. “Ninguém age como eles agiram”, afirmou, ao descrever a frieza do casal. Ele também apontou que ambos estavam embriagados e que havia resquícios de entorpecentes na residência.
Segundo o policial, as versões iniciais dos réus eram incompatíveis com o estado da vítima, que apresentava sangramento pelo nariz e pela boca. Ele destacou ainda que houve contradições entre os depoimentos e mudança de narrativa ao longo da investigação, incluindo a hipótese posterior de que o bebê teria sido derrubado.
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