Ao fim, marcava 182.509,14 pontos, em alta de 0,32%, com giro financeiro a R$ 24,6 bilhões, abaixo da média recente. Na semana, o Ibovespa sobe 3,57%, ainda recuando 3,33% no mês - no ano, avança 13,27%.
Depois do fechamento do índice à vista, contudo, a possibilidade de um cessar-fogo no conflito do Oriente Médio, mais uma vez ventilada, fez o petróleo virar pontualmente para baixo, e o Ibovespa futuro chegou a subir mais de um 1%. Um canal de TV israelense noticiou que um cessar-fogo de um mês será anunciado, a partir de um mecanismo que está sendo elaborado pelo enviado especial americano ao Oriente Médio, Steve Witkoff, e por Jared Kushner, genro e homem de confiança do presidente dos EUA, Donald Trump.
Antes, com o índice à vista ainda aberto, na ponta ganhadora do Ibovespa nesta terça-feira apareceram, além das ações de Petrobras - favorecidas pelo ganho então de 4,5% para o Brent em Londres, a US$ 100,23 o barril para junho -, destaque também para os frigoríficos Minerva (+4,80%) e MBRF (+3,37%), bem como para Braskem (+3,20%) e CSN Mineração (+2,86%). No lado oposto, Azzas (-2,83%), Rumo (-1,96%), Embraer (-1,84%), Natura (-1,82%) e Localiza (-1,73%). Em Nova York, Dow Jones -0,18%, S&P 500 -0,37%, Nasdaq -0,84%.
Na segunda-feira, "o mercado tinha fechado com a aposta, ainda que cautelosa, de algum tipo de negociação entre Estados Unidos e Irã", diz Marcos Praça, diretor de análise da Zero Markets Brasil. "O problema é que as mensagens seguem muito contraditórias", acrescenta Praça, referindo-se ao anúncio de "avanço diplomático" feito na segunda pelo presidente americano, Donald Trump, prontamente desmentido por autoridades iranianas. "Os próximos dias seguem decisivos para saber se foi apenas um respiro técnico o que tivemos ontem ou uma desescalada mais consistente."
Nesse contexto, mais do que a agenda econômica diária - que nesta terça trouxe a ata do Copom sobre a decisão de cortar a Selic, de 15% para 14,75% -, o mercado, aqui e no exterior, tem tomado o pulso da guerra, entre sinais de relativo alívio ou de continuidade da incerteza em torno da duração do conflito. "A ata trouxe tom mais duro do que o comunicado, incorporando maior nível de incertezas", diz Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos.
Contudo, do meio para o fim da tarde, o Ibovespa mostrou leve melhora com a reiteração, por Donald Trump, de que há, sim, negociações em andamento com o Irã que envolvem, entre outros, o vice-presidente, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio. "O Irã concordou que nunca possuirá armas nucleares", afirmou o presidente dos EUA. "Nós ganhamos essa guerra", disse ainda Trump, em conversa com jornalistas nesta tarde na Casa Branca. "Pessoas com quem estamos conversando no Irã querem chegar a um acordo", frisou em cerimônia de posse do secretário de Segurança Interna dos EUA (DHS, em inglês).
Também nesta terça-feira, o jornal inglês The Times reportou que a Marinha Real Britânica deve liderar os esforços da coalizão para reabrir o Estreito de Ormuz. Um plano liderado pelo Reino Unido e pela França está em desenvolvimento para garantir a passagem segura de navios comerciais, mas precisará da participação dos americanos, segundo um representante que falou sob condição de anonimato.
Em outro desdobramento do dia, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, escreveu no X que seu país está pronto para "facilitar negociações significativas e conclusivas" para encerrar a guerra no Oriente Médio. Conforme reportagem do The Wall Street Journal, o Irã está preocupado que as tentativas de garantir um cessar-fogo possam ser uma armadilha. Autoridades em Teerã estão preocupadas que quaisquer negociações presenciais possam levar a uma tentativa de assassinato de Mohammad Bagher Ghalibaf, o presidente do parlamento do Irã e ex-comandante paramilitar que os EUA querem que participe de quaisquer discussões.
Como efeito do conflito, que ingressou na quarta semana, o suprimento mundial de combustível está se tornando mais restrito no Sul da Ásia e em breve será pressionado no Nordeste da Ásia, com a Europa começando a ver escassez em abril, disse o CEO da Shell, Wael Sawan, reporta também The Wall Street Journal.
(Com Agência Estado)
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