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Justiça Terça-feira, 06 de Setembro de 2016, 15:22 - A | A

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Terça-feira, 06 de Setembro de 2016, 15h:22 - A | A

LIVRE E MONITORADO

Nadaf devolve R$ 3, 1 milhões desviados dos cofres públicos e colocará tornozeleira na quinta-feira

JESSICA BACHEGA

Em liberdade desde segunda-feira (5), o ex-secretário de Estado Pedro Nadaf passa a cumprir medidas cautelares e colocou à disposição da Justiça seus bens avaliados em R$ 3.153 milhões. O valor foi oferecido pelo próprio réu como forma de ressarcir o dano causado aos cofres públicos pela sua atuação em organização criminosa investigada pelo Ministério Público Estadual (MPE) na Operação Sodoma.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

pedro nadaf

 O ex-secretário Pedro Nadaf

Nadaf terá que cumprir medidas cautelares. Ele terá que comparecer mensalmente ao juízo para prestar informações sobre suas atividades, não manter contato com nenhum dos investigados na operação, não poderá se ausentar do país e de Cuiabá, além de usar tornozeleira de monitoramento eletrônico.  

 

A audiência para instalação da tornozeleira está marcada para quinta-feira (8).

 

A violação de qualquer das medidas tem como consequência a volta do réu para o Centro de Custódia da Capital (CCC). Ele ficou preso por quase um ano. 

 

Em seu depoimento ao juízo da Sétima Vara Criminal, referente a Operação Sodoma 1 e 2, Nadaf assumiu que fez parte uma organização que atuava dentro da administração estadual, fraudando licitações e documentos de incentivos fiscais em prol do grupo criminoso. Na ocasião, ele se disse arrependido e pediu desculpas pelas ações ilícitas que praticou.

 

A defesa do réu já havia pedido, verbalmente, após uma das audiências, presididas pela juíza Selma Rosane de Arruda,  pela revogação da prisão de Nadaf, visto que ele se disse disposto a colaborar com a justiça. Pedido que foi negado pela juíza Selma Rosane de Arruda, titular da Sétima Vara. Na última semana os advogados de Nadaf solicitaram, por escrito, a soltura do ex-secretário, pedido deferido.

 

“Durante a instrução processual , a qual se encontra encerrada, foi trazido pelo réu um novo panorama ao processo, fazendo desaparecer o periculum libertaris, um dos pilares básicos da prisão cautelar”, narrou a juíza em sua decisão, que analisando a argumentação da defesa, entendeu que a sua liberdade não gera “qualquer abalo à ordem pública”. 

 

O grupo seria liderado pelo ex-governdor Silval Barbosa (PMDB), também preso no CCC, desde setembro de 2015.

 

A defesa do réu já havia pedido, verbalmente, após uma das audiências, presididas pela juíza Selma Rosane de Arruda,  pela revogação da prisão de Nadaf, visto que ele se disse disposto a colaborar com a Justiça. Pedido que foi negado pela juíza Selma Rosane de Arruda, titular da Sétima Vara. Na última semana os advogados de Nadaf solicitaram, por escrito, a soltura do ex-secretário, pedido deferido.

 

Nadaf detalhou a atuação da organização as funções atribuídas a cada membro, citando o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) como líder do grupo.

 

Além do valor disponibilizado citado na decisão, no início do mês de agosto cerca de 700 cabeças de gado, pertencentes ao ex-secretário foram leiloadas. O dinheiro também é direcionado para ressarcir os prejuízo causado pela organização.

 

Nadaf assumiu ter recebido dinheiro de propina de empresas.

 

Operação Sodoma

 

O MPE investiga a existência da organização criminosa, confirmada por Nadaf, que atuava na gestão do ex-governador Silval Barbosa. O grupo cobrava propina de empresas em troca de incentivos ficais e manutenção dos contratos com o Estado. 

 

O dinheiro arrecadado era revertido para pagamento de despesas de campanha e o que sobrava era dividido entre os membros do grupo. É citada na investigação a compra de um terreno no valor de R$ 13 milhões na Avenida Beira Rio com dinheiro de propina.

 

 

 

 

 

 

 

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