Justiça Segunda-feira, 06 de Junho de 2011, 13:30 - A | A

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REAÇÃO

Ministro diz não temer pedidos de impeachment e descarta morar em MT

Ministro do STF é natural de Diamantino e diz não estar preocupado com reação de procuradores e advogados

Mayke Toscano/Hipernotícias
Ministro do STF Gilmar Mendes disse que não pretende voltar a morar em Mato Grosso por causa dos compromissos profissionais

O ministro mato-grossense Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesse fim de semana em entrevista exclusiva ao Hipernotícias que os pedidos de impeachment protocolados por procuradores e advogados junto ao Senado Federal contra ele, não tem nenhum cabimento.

Mendes, que é natural de Diamantino (distante a 204 quilômetros de Cuiabá) participou de um ciclo de palestras sobre direito constitucional na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), nesse fim de semana.

Sem entrar em detalhes o magistrado apenas disse entender que esses profissionais do direito fiquem desapontados com algum eventual resultado de suas ações, mas que isso não justifica qualquer pedido de impedimento.

“Não temo ameaça ou retaliação”, afirmou o magistrado que nos últimos anos “coleciona” desafetos como alguns procuradores do Ministério Público Federal (MPF) que em 2009 quando Mendes presidia o STF ameaçaram fazer um abaixo-assinado pedindo o impeachment dele.

Em maio desse ano, com Gilmar já fora da presidência, um advogado questionou, também por meio de pedido de impedimento ao Senado, o comportamento jurídico do ministro, que teria relação muito próxima com um escritório de advocacia, que além de empregar a esposa do ministro, também teria bancado várias viagens internacionais do próprio Mendes. O caso até agora sequer começou a ser discutido no senado.

Gilmar Ferreira Mendes foi advogado-geral da União em 2000, no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, onde ficou por dois anos até ser indicado e nomeado pelo próprio FHC a uma das cadeiras do Supremo Tribunal Federal.

De 2008 a 2010 presidiu a Suprema Corte, chegando a ser considerado pela revista Época, à ocasião, um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009.

DESCUMPRIMENTO

Indagado sobre o grande volume de prefeitos, inclusive de Mato Grosso, afastados dos cargos por não cumprirem as determinações mínimas de investimentos em áreas como Saúde, Educação e Segurança, Gilmar Mendes resumiu dizendo que “essa é uma provação do Tribunal de Contas , como fazer esse tipo de cobrança, como fazer para valorizar o texto constitucional”.
Para ele é lamentável que sejam cada vez mais comuns cassações de prefeitos tanto por improbidade administrativa, como por questões relacionadas a disputas eleitorais.

FLORESTA DEGRADADA

O aumento do desmatamento em Mato Grosso é resultado do grande potencial de desenvolvimento do Estado. Essa é a avaliação de Gilmar Mendes.
“Tem que haver realmente a atenção ao desenvolvimento, mas com respeito ao meio ambiente”, opinou.

Ele acrescentou que o estágio em que Mato Grosso cresce é acelerado e, por isso, tem também “problemas novos que precisam ser enfrentados com determinação” pelas autoridades competentes.

O ministro alegou não acompanhar tão de perto o cenário político do Estado, mas alertou, que em linhas gerais há que se conciliar todo e qualquer desenvolvimento com a causa ambiental que cada vez mais, tem sido a insônia mundial.

“Pelo que conversei com autoridades de Mato Grosso sobre esse tema, o desmatamento, em conversas informais é que parte desse levantamento estava associada a pastos, capoeiras onde estava havendo essa disputa na inclusão ou não na avaliação do desmatamento,mas não tenho mais dados sobre isso”, resumiu.

SEM CHANCES

Não há qualquer hipótese de Gilmar Mendes um dia voltar a morar em Mato Grosso. E disso ele tem certeza.

“Não, não gostaria disso, não”, alegou sorrindo, acrescentando que gosta muito do Estado “mas minha vida é muito complexa, vivo em muitos lugares porém sempre que posso estou em Diamantino”.

O diamantinense Gilmar Ferreira Mendes, 55 anos, esteve em Cuiabá na tarde de sábado (04), ministrando palestra para uma turma de alunos do Curso Avançado de Direito Constitucional, voltado para estudantes de direito e advogados, nas dependências da Associação dos Municípios (AMM).

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