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Justiça Segunda-feira, 21 de Setembro de 2026, 11:54 - A | A

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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2026, 11h:54 - A | A

CRIME PERFEITO

Membro do Comando Vermelho tem inquérito arquivado após oito anos sem identificar autor

Justiça de Cuiabá encerrou investigação sobre morte a tiros no bairro Santa Isabel, mas novas provas podem reabrir o caso

ANDRÉ ALVES
Da Redação

Reprodução

pichação cv comando vermelho

O juiz André Barbosa Guanaes Simões, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, arquivou o inquérito que investigava o assassinato do suposto membro do Comando Vermelho Pedro Mário de Jesus, morto a tiros em janeiro de 2018 no bairro Santa Isabel. A decisão, desta sexta-feira (18), considerou que, após mais de oito anos de investigação, não foram reunidos elementos suficientes para identificar o autor ou eventual mandante do crime.

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) havia pedido o arquivamento do inquérito sob o argumento de que as diligências realizadas não permitiram apontar quem participou da execução. A investigação incluiu oitivas, diligências de campo, levantamentos de inteligência, exames periciais, análise de monitoramento eletrônico, perícia no celular da vítima e exames balísticos.

Entre as linhas investigadas estava a possibilidade de o homicídio ter sido uma represália pela morte de Jovane de Campos Moura. Também foram apuradas suspeitas envolvendo Luenio Cesar Rondon Rocha e outras pessoas citadas durante a investigação.

No entanto, segundo a decisão, as suspeitas permaneceram baseadas principalmente em relatos indiretos e versões conflitantes. Os exames balísticos não identificaram correspondência que permitisse apontar a arma usada no crime. Os dados de monitoramento eletrônico também não conseguiram estabelecer a localização de um dos suspeitos na data do homicídio.

“Transcorridos mais de oito anos desde os fatos, as sucessivas diligências não resultaram no surgimento de novas linhas investigativas concretas, de modo que, por ora, mostram-se esgotadas as providências úteis e viáveis à individualização da autoria”, destacou o magistrado.

Na sentença, Guanaes Simões explicou que o arquivamento não impede a retomada das investigações caso surjam novas provas.

Meses após sua morte, em setembro de 2018, Pedro Mário de Jesus chegou a ser condenado a seis anos de prisão em regime inicial fechado junto com outros 36 membros por integrar o Comando Vermelho em Mato Grosso. As condenações de todos os réus foram oriundas da Operação Grená, deflagrada em 2014 pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que investigou suspeitos que, mesmo em unidades prisionais, estariam envolvidos em crimes de homicídio, latrocínio, formação de quadrilha, tráfico de drogas e associação ao tráfico.

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