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Justiça Segunda-feira, 29 de Junho de 2026, 13:36 - A | A

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Segunda-feira, 29 de Junho de 2026, 13h:36 - A | A

APÓS AÚDIO VAZADO

Defensoria Pública exonera primeiro subdefensor-geral investigado por assédio

Rogério Borges Freitas já estava afastado desde maio e continua sendo investigado após denúncias de assédio moral e sexual. Informações são do g1 Mato Grosso

DA REDAÇÃO

A Defensoria Pública de Mato Grosso exonerou Rogério Borges Freitas do cargo de primeiro subdefensor público-geral. A medida foi tomada enquanto seguem as investigações sobre denúncias de assédio moral e sexual apresentadas contra o defensor público. As informações foram divulgadas pelo g1 Mato Grosso.

A exoneração atinge exclusivamente a função de gestão exercida por Rogério Borges Freitas. Ele continua ocupando o cargo de defensor público. Desde 13 de maio, o investigado já estava afastado da função por decisão da defensora pública-geral, adotada após o surgimento da primeira denúncia.

LEIA MAIS: Ex-servidora acusa defensor público de MT de tentar beijá-la à força em velório

A primeira acusação foi formalizada em abril deste ano, quando uma mulher registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil. Ela afirma ter sido vítima de importunação sexual, assédio moral e constrangimentos dentro da Defensoria Pública, em Cuiabá, em episódios que teriam ocorrido desde 2017.

Ainda conforme a reportagem, a denunciante relatou que a situação provocou impactos emocionais e alterou sua rotina. A denúncia motivou o afastamento cautelar de Rogério Borges Freitas enquanto os fatos passaram a ser apurados.

Posteriormente, uma segunda mulher, ex-servidora da Defensoria Pública, procurou a Corregedoria da instituição para relatar supostos episódios de assédio sexual, assédio institucional e abuso da posição hierárquica durante o período em que trabalhou subordinada ao defensor.

De acordo com o g1 Mato Grosso, a ex-servidora afirma que os fatos teriam ocorrido entre 2022 e 2024. Entre as acusações estão aproximações físicas sem consentimento, comentários sobre sua aparência, uma suposta tentativa de beijo forçado e episódios de retaliação no ambiente de trabalho.

As denúncias são investigadas simultaneamente pela Polícia Civil e pela Corregedoria da Defensoria Pública. Até o momento, não há decisão definitiva sobre o caso, e as apurações seguem nas esferas criminal e administrativa.

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