Em 2015, Platini foi suspenso por oito anos pela Fifa em razão do recebimento de uma pagamento de 1,8 milhão de euros (R$ 7,3 milhões, na cotação atual) de Joseph Blatter por ter atuado como conselheiro do ex-presidente da entidade entre 1998 e 2002, embora a remuneração não tenha sido formalizada através de um contrato formal.
A pena imposta a Platini pela violação ao código de ética da Fifa foi reduzida para quatro anos pela CAS, mas o mantém impedido de exercer qualquer atividade no mundo do futebol. E diante desse cenário, ele recorreu ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos para restabelecer os seus direitos.
Até então, Platini vinha se mantendo em silêncio, mas agora atacou o que classificou como "juízes que não são de verdade". "Não posso aceitar a derrota quando não fiz nada. Me impediram de trabalhar durante quatro anos no futebol. Quem são esses palhaços para me impedir de trabalhar?", afirmou.
Na avaliação de Platini, o seu afastamento do futebol foi uma decisão política, adotada para impedir as suas pretensões de presidir a Fifa. E ele prometeu provar a sua inocência. "Foi uma conspiração para eu não ser presidente da Fifa. O caso está apenas começando e no final eu estarei certo", comentou.
Platini presidiu a Uefa entre 2007 e 2015 e precisou desistir da sua candidatura para suceder Blatter na Fifa. Seu secretário-geral na entidade europeia, Gianni Infantino acabou sendo eleito para comandar a Fifa em eleição realizada em 2016. O craque francês também criticou o poder exercido pelas redes de TV no futebol.
"Se hoje me pedissem que retorne ao mundo do futebol, me tornaria o presidente de um canal de TV, porque teria mais poder que o presidente da Uefa", afirmou. "As televisões decidem o dia da partida, a hora e agora também a arbitragem (se referindo ao árbitro de vídeo)", concluiu.
(Com Agência Estado)
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