O motivo para a renúncia teria sido o veto do presidente da entidade, Giovanni Malagò, à contratação de Andrea Pirlo para ser o novo comandante. Com isso, a Itália parte agora para uma espécie de plano D, já que não conseguiu Carlo Ancelotti, Josep Guardiola e, agora, o ex-jogador campeão mundial em 2006.
Maldini e Leonardo eram os responsáveis por escolher o novo treinador da seleção após a saída de Gennaro Gattuso, que deixou o posto em abril após a perda para a Bósnia e Herzegovina na repescagem das Eliminatórias da Uefa para a Copa do Mundo.
Apesar de ter o status de lenda em seu país, Pirlo não é unanimidade como treinador. Em seis anos de carreira na função, seus feitos de mais destaque foram vencer a Copa da Itália e a Supercopa da Itália com a Juventus na temporada de 2020-21, a mesma em que ficou em quarto no Campeonato Italiano, torneio que o clube venceu nove vezes seguidas de 2012 a 2020.
O ponto principal, porém, não teria sido técnico, mas por ele ter em vigência contrato publicitária com a casa de apostas russa Fonbet, como ele mesmo deu a entender. "Lamento que uma decisão baseada em critérios esportivos tenha se transformado em uma controvérsia pública na qual foram me atribuídas intenções e ideias que não refletem minha personalidade", escreveu em seu Instagram.
O presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Giovanni Malagò, anunciou que o novo treinador seria conhecido "em breve", enquanto Roberto Mancini ganha força para retornar à equipe pela qual foi campeão da Eurocopa de 2020. Sem Maldini e Leonardo, porém, fica a dúvida do quão rápido será esse movimento.
(Com Agência Estado)
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