"Não voltamos para casa com o troféu por equipes. Dói, e vai doer por um tempo - não vamos nos enganar quanto a isso", escreveu o ídolo francês e maior artilheiro das Copas, ao alcançar a marca de 22 bolas nas redes aos 27 anos.
"Aceitei com orgulho o prêmio de maior goleador, mas teria sido muito melhor ter a taça também. Talvez devêssemos a eles um desfecho mais bonito. Mas nunca se escolhe o final da história, escolhe-se apenas o que se coloca nela, e nós demos tudo de nós. Temos orgulho disso", destacou, na carta.
Apesar da frustração, Mbappé procurou mostrar confiança em novas disputas por taças com a seleção francesa, na qual sagrou-se campeão mundial de 2018 derrubando a Croácia na decisão, além do vice em 2022 em disputa de penalidades com a Argentina.
"Haverá outras partidas, outras tardes de verão ou de inverno em que todos nos reuniremos novamente para este mesmo jogo, com nosso entusiasmo intacto. Ainda não terminamos de jogar juntos", prometeu Mbappé, ainda atordoado com os 6 a 4 diante da Inglaterra.
O atacante do Real Madrid aproveitou seu emocionante texto para agradecer o apoio da torcida francesa, por nunca ter deixado a seleção "sozinha" durante toda a copa do Mundo e também nos momentos de deslizes.
"Nem nos momentos mais difíceis, nem quando menos merecíamos. Esta história foi escrita por milhões de mãos, não apenas pelas 11 em campo, todas movidas pelo mesmo fervor. Em sua essência, o futebol continua sendo um jogo. Um jogo que levamos muito a sério, no qual passamos a vida tentando alcançar a maestria, mas que não deixa de ser um jogo, com regras simples que não mudaram desde que começamos a jogar: uma bola, um gol e o desejo de marcar. É por isso que ele nos une a todos com a mesma paixão."
(Com Agência Estado)
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